Correio da Tarde

Na Mira - Nélio Jr.


Por Nélio Jr.
Colaboração: Kennya Amorim

Não se engane com o rosto de traços perfeitos, os olhos azuis e o jeito de bom moço. O nosso entrevistado desta semana é muito mais que isso e já mostrou com trabalho que não é apenas mais um galã de televisão. Através do seu currículo, que começou a ser preenchido em 2000, quando ganhou seu primeiro papel em "Chiquititas", ele começou a despertar a atenção do público. De lá para cá, interpretou o homossexual Junior, em "América" e acabou virando protagonista da discussão se deveria ou não ocorrer o primeiro beijo gay da televisão brasileira. Depois se despiu de toda a vaidade, ganhando alguns quilinhos e deixando a barba crescer, para viver o caipira Ricardo. Em seguida, surpreendeu o público com o malandro e sarado Ivan, em "Paraíso Tropical". Estamos falando de Bruno Gagliasso! Em entrevista à Na Mira, ele falou sobre, entre outras coisas, casamento, carreira e boa forma.

Ser ator sempre foi o seu sonho ou aconteceu sem esperar? Como foi seu início de carreira?

Eu comecei a fazer teatro com 14 anos. Sempre soube que queria algo ligado ao teatro para a minha vida. Com 17 anos pintou o convite para fazer Chiquititas. Morei um ano em Buenos Aires e foi uma experiência maravilhosa para mim.

Rostos bonitos na televisão, geralmente, acabam sendo estereotipados como apenas mais um. Você acha que existe mesmo esse preconceito? Qual a melhor saída para resolver isso?

Só é possível provar o contrário mostrando o seu trabalho. Lógico que esse preconceito sempre existiu na arte como em qualquer outro lugar. Acho que existe esse preconceito em todo lugar, a idéia é aproveitar as oportunidades para mostrar o potencial. Isso já aconteceu comigo, claro. Mas não é uma coisa que me incomodou e até hoje não incomoda.

Como você avalia a transformação que aconteceu na sua carreira, daquele menino em "Chiquititas" ao homem casado que brilhou na novela das oito?

Eu acho que essa mudança é natural. O amadurecimento faz parte da vida de todo ser humano. Eu escolhi o caminho a seguir, não pensei muito, foi minha natureza, meu instinto. É isso que me faz tão bem.

O que você leva de experiência do teatro para a televisão e vice-versa?

A verdade. Os meios podem ser diferentes, mas a verdade tem que ser a mesma.

Perder o anonimato e ser um astro tem prós e contras. Quais são?

O lado bom da coisa é poder conhecer outras culturas, outras pessoas, crescer com o trabalho. O lado ruim é a falta de privacidade.

O assédio do público incomoda?

Não do público diretamente. Mas a imprensa especula e aí o público vem.

E como tem sido a vida de casado? Ainda estão em clima de lua-de-mel?

É maravilhoso. Estamos casados e muito felizes.

A Camila Rodrigues disse em entrevista que pretende ter quatro filhos. O início da prole começa este ano?

Eu sei o que dois nós já temos: o Zeca e o Pequeno, os nossos cachorros (Risos). Sei lá se já é um ensaio, mas nós curtimos como filhos. Agora sério, por enquanto não pensamos em ter filhos. A gente está trabalhando mais para frente.

O que você faz para manter a forma?

Para falar a verdade isso depende do personagem. Sou vaidoso de acordo com o que o personagem me pede. Para interpretar o Ivan, em "Paraíso Tropical", fiquei sarado. Para o Junior, em "América", cuidei mais da pele. Para o caipira Ricardo, em "Sinhá Moça", deixei a barba crescer. Não adianta ter o corpo bonito se o personagem não pode ter.

Você faz algum tratamento estético para manter a forma? Qual seu ritual diário de cuidados com a beleza?

Não tenho muitos cuidados especiais, mas gosto de pegar um solzinho para dar uma cor de saúde. Claro, sempre protegido.

E malhação? Como é o seu treino diário?

Não suporto malhar. Faço quando preciso emagrecer para algum papel.

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