Correio da Tarde

Colorau News - Erasmo Carlos


Por trás da Riachuelo: fábrica de multas

Desde que o trânsito foi municipalizado, a prefeitura vem lucrando alto por causa da falta de atenção dos motoristas mossoroenses, sobretudo com aqueles que insistem em desrespeitar as regras de estacionamento. A rua José de Alencar, mais precisamente ao fundo da loja Riachuelo, é um ótimo exemplo. Lá, a pintura amarela da calçada avisa que é proibido estacionar, mas como tal regra nunca foi obedecida antes da criação do Getran, os motoristas mal acostumados estacionam no local e quando voltam encontram aquela velha folhinha amarela no para-brisa do carro. Por dia, a situação se repete várias vezes, transformando o Getran numa verdadeira fábrica de multas. Neste caso específico da rua José de Alencar, o motorista erra pois estaciona mesmo com faixa amarela; já o Getran erra quando se aproveita do deslize do condutor, vítima de um hábito, para aplicar multas desenfreadamente. Se a intenção do órgão é sobretudo melhorar o trânsito na cidade, como diz o diretor Walter Pedro, e não simplesmente multar, já deveria ter sido feita uma campanha educativa no local, ou até mesmo ter aumentado a sinalização. No entanto, o que vemos são agentes municipais de trânsito de prontidão esperando o próximo condutor mal acostumado para lhe aplicar uma multa. Se isso não é a chamada indústria da multa, o que é?

Picuinhas

Nunca vi tanta picuinha na imprensa mossoroense. A notícia e a opinião foram relegados a segundo plano. O objetivo maior vem sendo detonar os próprios colegas de profissão. Lamentável.

Casa do Estudante

A Casa do Estudante de Mossoró vive um bom momento. Após uma reforma total em sua estrutura, financiada por empresários locais; a governadora Wilma de Faria esteve no local na segunda-feira anunciando compra de estantes, armários, cadeiras e outros itens de mobília, além de garantir a continuação do repasse de alimentos e material de expediente. Sem dúvida, um reconhecimento aos nobres estudantes que lutam por um lugar ao sol.

Exagero

Na semana passada o famoso cartunista Glauco morreu em frente a sua chácara, vítima da ira de um jovem drogado, que lhe desferiu vários tiros. Mortes como esta, infelizmente, não são raras. Diariamente dezenas de pessoas Brasil a fora são assassinadas por drogados. A imprensa, entretanto, vem dando ao episódio um destaque amazônico. Trata-se, na verdade, do velho e bom corporativismo. Quando alguém da imprensa é vítima de um homicídio, o assunto é divulgado e esmiuçado à exaustão. Quem não se lembra do caso Tim Lopes, onde a Globo fez um barulho ensurdecedor por várias semanas? É isso que está acontecendo com a morte do cartunista Glauco, exploração do assunto com caráter pedagógico e subliminarmente ameaçador.

Outono

No próximo sábado, dia 20 de março, exatamente às 14h32, começará o outono, estação do ano caracterizada ludicamente pelas flores e rosas.

Bandeira

Símbolo nacional mais conhecido, a bandeira do Brasil, quando hasteada, deve ser iluminada com um refletor durante à noite. Esta é apenas uma das regras que envolvem a bandeira do Brasil. Em Mossoró, a Base 34 da Petrobrás dá o exemplo. Lá, a bandeira recebe uma vistosa iluminação durante o período noturno. Outros órgãos públicos, contudo, deixam a bandeira no escuro, não sei se por puro desconhecimento ou mesmo por falta de patriotismo.

Parceria

Em qualquer lugar do mundo, miséria e política caminham lado a lado. Não existe política se não houver miseráveis suplicando por um prato de comida ou por dinheiro para comprar o leite do filho.

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