Erasmo Carlos
erasmocarlos@correiotarde.com.brColorau News
Publicado na Edição Número 1.250 - Ano IV
Por trás da Riachuelo: fábrica de multasDesde que o trânsito foi municipalizado, a prefeitura vem lucrando alto por causa da falta de atenção dos motoristas mossoroenses, sobretudo com aqueles que insistem em desrespeitar as regras de estacionamento. A rua José de Alencar, mais precisamente ao fundo da loja Riachuelo, é um ótimo exemplo. Lá, a pintura amarela da calçada avisa que é proibido estacionar, mas como tal regra nunca foi obedecida antes da criação do Getran, os motoristas mal acostumados estacionam no local e quando voltam encontram aquela velha folhinha amarela no para-brisa do carro. Por dia, a situação se repete várias vezes, transformando o Getran numa verdadeira fábrica de multas. Neste caso específico da rua José de Alencar, o motorista erra pois estaciona mesmo com faixa amarela; já o Getran erra quando se aproveita do deslize do condutor, vítima de um hábito, para aplicar multas desenfreadamente. Se a intenção do órgão é sobretudo melhorar o trânsito na cidade, como diz o diretor Walter Pedro, e não simplesmente multar, já deveria ter sido feita uma campanha educativa no local, ou até mesmo ter aumentado a sinalização. No entanto, o que vemos são agentes municipais de trânsito de prontidão esperando o próximo condutor mal acostumado para lhe aplicar uma multa. Se isso não é a chamada indústria da multa, o que é?
PicuinhasNunca vi tanta picuinha na imprensa mossoroense. A notícia e a opinião foram relegados a segundo plano. O objetivo maior vem sendo detonar os próprios colegas de profissão. Lamentável.
Casa do EstudanteA Casa do Estudante de Mossoró vive um bom momento. Após uma reforma total em sua estrutura, financiada por empresários locais; a governadora Wilma de Faria esteve no local na segunda-feira anunciando compra de estantes, armários, cadeiras e outros itens de mobília, além de garantir a continuação do repasse de alimentos e material de expediente. Sem dúvida, um reconhecimento aos nobres estudantes que lutam por um lugar ao sol.
ExageroNa semana passada o famoso cartunista Glauco morreu em frente a sua chácara, vítima da ira de um jovem drogado, que lhe desferiu vários tiros. Mortes como esta, infelizmente, não são raras. Diariamente dezenas de pessoas Brasil a fora são assassinadas por drogados. A imprensa, entretanto, vem dando ao episódio um destaque amazônico. Trata-se, na verdade, do velho e bom corporativismo. Quando alguém da imprensa é vítima de um homicídio, o assunto é divulgado e esmiuçado à exaustão. Quem não se lembra do caso Tim Lopes, onde a Globo fez um barulho ensurdecedor por várias semanas? É isso que está acontecendo com a morte do cartunista Glauco, exploração do assunto com caráter pedagógico e subliminarmente ameaçador.
OutonoNo próximo sábado, dia 20 de março, exatamente às 14h32, começará o outono, estação do ano caracterizada ludicamente pelas flores e rosas.
Bandeira
Símbolo nacional mais conhecido, a bandeira do Brasil, quando hasteada, deve ser iluminada com um refletor durante à noite. Esta é apenas uma das regras que envolvem a bandeira do Brasil. Em Mossoró, a Base 34 da Petrobrás dá o exemplo. Lá, a bandeira recebe uma vistosa iluminação durante o período noturno. Outros órgãos públicos, contudo, deixam a bandeira no escuro, não sei se por puro desconhecimento ou mesmo por falta de patriotismo.
ParceriaEm qualquer lugar do mundo, miséria e política caminham lado a lado. Não existe política se não houver miseráveis suplicando por um prato de comida ou por dinheiro para comprar o leite do filho.
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