
Erasmo Carlos
erasmocarlos@correiotarde.com.brColorau News
Publicado na Edição Número 0651 - Ano II
O petróleo não é nossoEm todo o mundo surgem sinais de preocupação quanto à produção de petróleo. Alguns estudiosos alertam que a atual produção está sendo insuficiente para abastecer o mercado mundial e que a tendência é a situação piorar rapidamente: a escassez fará o barril alcançar o preço de US$ 200 até 2009 (atualmente é US$ 139). Diante deste quadro, cabe aos países e as organizações mundiais buscarem meios de diminuir o consumo de petróleo, seja substituindo-o por combustível de origem vegetal, seja incentivando o consumo racional dos produtos que possuem o ouro negro como matéria-prima. Nestas circunstâncias, o Rio Grande do Norte é um estado privilegiado, vez que possui petróleo em abundância, contudo - e lamentavelmente - nossos representantes no Congresso Nacional não estão sabendo barganhar. Não valorizam o produto que possuem. Apesar da imensa quantidade de petróleo que daqui é retirado para abastecer outros estados, nada ganhamos como recompensa. Nosso estado é um dos mais desassistidos pelo governo federal. O máximo que nossos congressistas fazem é choramingar, quando estão aqui, a falta de sensibilidade do governo federal. Ora, poderíamos fazer bem mais, até porque temos o presidente do Congresso Nacional, o líder da oposição no Senado Federal e o líder do PMDB na Câmara dos Deputados. Cargos de extrema importância e com forças para impor suas vontades. Deveríamos aproveitar o momento e exigir do governo federal maiores investimentos em nosso estado, sob pena de atrapalharmos o executivo em suas pretensões (temos poder para isso), entretanto, nossos representantes não pressionam e ainda vivem a elogiar o governo federal. Alguém ai saber por quê?
"Em toda parte onde viajei nunca vi japonês sozinho. Estou convencido de que não existe japonês individual."
(MILLÔR FERNANDES).
Teste
Depois de noticiarem as três mortes ocorridas no primeiro fim de semana do evento Mossoró Cidade Junina, os jornais vêm destacando a calmaria que reinou durante o segundo fim de semana da festa, fruto de algumas ações conjuntas da Prefeitura Municipal e da Polícia Militar. Há de se observar, contudo, que o segundo fim de semana não teve atrações capazes de levar um grande número de pessoas para a Estação das Artes, o que, de certa forma, contribuiu para a inexistência de ocorrências mais graves. O grande teste será este último fim de semana, sobretudo hoje, quando a banda de forró (?) Aviões do Forró deverá levar uma verdadeira multidão para a Estação das Artes. Os responsáveis pela segurança devem redobrar a atenção. Cá de minha parte rogo a Deus que tudo transcorra em paz e que todos se divirtam com responsabilidade.
Comidas atípicas
Não sei em que posição se encontra Mossoró no ranking das festas juninas mais animadas do Nordeste - Alguns defendem que só perdemos para Caruaru (PE) e Campinha Grande (PB) -, o que sei é que nossa festa tem uma peculiaridade: é a única festa junina que não possui comidas típicas. Por aqui, as barracas da festa só vendem hot-dog, batatinha frita, hambúrguer, espetinhos, maçã do amor, caipiroska etc.
Condenação
A decisão da Justiça Eleitoral de São Paulo de condenar o jornal Folha de S. Paulo, a revista Veja e a pré-candidata Marta Suplicy ao pagamento de salgadas multas acendeu o sinal de alerta nas redações de muitos jornais Brasil a fora. A preocupação se justifica pelo rigor da Justiça Eleitoral, pois a entrevista motivo da condenação não tem nenhum elemento que denote imparcialidade pró-Marta, muito pelo contrário.
Buracos
Aos poucos a prefeitura de Mossoró vem tapando os buracos que se formaram durante as chuvas caídas no último mês de março. O trabalho começou no centro da cidade e terá continuidade até que se alcancem as avenidas localizadas nas áreas mais distantes.
Colunismo social
Dia desses estava eu passando os canais do aparelho televisor quando me deparei com um programa apresentado por uma colunista social. Por curiosidade passei alguns minutos vendo a atuação da colunista (um sorriso tão sincero). Fiquei perplexo. Não sabia que um único ser humano fosse capaz de produzir tanta futilidade. O único "dom" da apresentadora é fazer perguntas que deixam os entrevistados desconsertados e sem graça. Para o nobre leitor ter uma idéia da falta de senso da apresentadora, ela perguntou a um casal octogenário se eles ainda faziam amor. Isso é pergunta que se faça? O pior, dizem, é que esta é sua pergunta básica quando encontra um casal de idosos. Além disso, ela pede que os entrevistados façam declarações de amor, dancem etc. Em suma, tudo que ela faz é para constranger, jamais extrai do entrevistado o que de produtivo ele tem para oferecer.
Alianças políticas
Eu sempre tive interesse em saber como eram feitas as alianças políticas, mas, agora, graças ao empresário Zé Mendes, dá para ter uma noção de como as coisas funcionam.
Anos 80Vou pegar a fita
K-7 TDK que mandei gravar lá na
VITROLA para ver se eu esqueço.
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