
Erasmo Carlos
erasmocarlos@correiotarde.com.brColorau News
Publicado na Edição Número 0774 - Ano II
FALIR É PIOR DO QUE MATARNesta semana conversei demoradamente com um empresário que foi à falência há aproximadamente dois anos. Passou de próspero comerciante do setor de compra e venda de veículos para um simples e humilde agricultor. A primeira queixa dele, a qual ele julga a menos relevante, é o sumiço dos amigos. Quando da prosperidade ele chegava a reunir centenas deles em grandes churrascos, mas hoje em dia eles passam e fingem que não o vêem. O falido comerciante se queixa também, e mais intensamente, do poder público, que o trata da pior forma possível, fechando todas as portas. O governo federal, com suas intransponíveis barreiras, o impede de se reerguer e não aceita sua condição de pobreza, vez que lhe nega até a inclusão em qualquer programa social. Segundo ele, quem comete um crime bárbaro é melhor atendido pelo poder público do que aqueles que foram proprietários de um negócio que foi à falência. Outra reclamação do falido comerciante é contra a Justiça do Trabalho, a qual, segundo ele, está tirando tudo o que lhe resta, até mesmo as enxadas e utensílios que usa em seu novo ofício. Atualmente todos seus bens estão penhorados e passiveis de irem para leilão. Resta saber o que este homem fará depois que lhe levarem a propriedade rural e todos os bens. O mais preocupante é que este caso não é único. O comerciante brasileiro sofre com a falta de incentivo, a grande carga tributária e os enormes encargos trabalhistas, além do mais, quando vai à falência todas as portas são fechadas.
FESTAS, FESTASSerá que no Alto Oeste do Rio Grande do Norte ninguém faz nada importante? Será que ninguém consegue ser aprovado num concurso concorrido? Ninguém produz arte? Ninguém se interessa por cultura? Ninguém promove um seminário? Ao ler as colunas sociais que cobrem estas cidades só vemos notinhas sobre agitos, babados, matinês e festas com bandas de forró vagabundas. A impressão que os colunistas sociais passam é que no Alto Oeste a turma só quer saber de beber, cair, levantar.
VALORESAo comentar sobre o novo modelo do veículo Grand Vitara, uma colunista social de Apodi sapecou: “(...) novo Grand Vitara que, sinceramente, qualquer pessoa em um carro daqueles reinava”. Pois é, ainda bem que ela é sincera, melhor do que vir com aquele papo de beleza interior. Tem é de rasgar mesmo, dizer a verdade. Parabéns à colunista.
DESTAQUEA nota da semana é de um colunista social de Umarizal. Escreveu ele: “Sábado à noite, tive o privilégio de, via celular, bater um papo com a empresária alinhada Marquire Rego e o juiz Conrado Filho, de Natal. Entre outras coisas, o apoio dos dois à nossa festa do dia 29 próximo. Grato”. Pois é, ele ligou com o intuito maior de bater um papo, mas de repente surgiu a oportunidade...
ATALHOTem um advogado aqui de Mossoró trabalhando de graça para uma determinada classe de serventuários da Justiça. O caso já é de conhecimento do Tribunal de Justiça, que está agindo para evitar que tal fato persista. A intenção é evitar o toma lá dá cá.
DESCULPAEsse negócio de dizer que sairá da vida pública para ter tempo de cuidar dos negócios da família é pura balela. Ora, desde quando a ocupação de um cargo público, sobretudo no legislativo, esgota o tempo de alguém? Inventem outra.
DESTINO CRUELA morte não escolhe circunstância. Em Porto Alegre, a viúva seguia para o cemitério no carro da funerária, ao lado do motorista. Numa curva o carro foi atingido por outro e então a urna funerária que levava o defunto atingiu em cheio a cabeça da viúva, que morreu na hora.
DEFENSORIA PÚBLICADe umas semanas para cá vi algumas matérias em jornais e tevê sobre a Defensoria Pública recentemente instalada em Mossoró. O curioso é que em nenhuma das matérias foi informado o que julgo mais básico: a localização do órgão e a forma de manter contato. Para completar, procurei no site do governo estadual e não encontrei nada sobre a Defensoria Pública. É como se não existisse. Alguém ai pode dar uma pista de onde funciona a Defensoria Pública de Mossoró?
ATÉ QUE ENFIMA espera pelo novo disco da banda Guns N’Roses, que parecia eterna, chegou ao fim. No próximo dia 25 de novembro será finalmente lançado o disco Chinese Democracy, considerado o mais esperado de todos os tempos. O último disco com músicas inéditas da banda foi Use Your Illusion, lançado em 1991. Desde então os fãs esperavam um disco novo.
ANOS 80Vou pintar com minhas TINTAS HERING e depois escrever com minha BIC PONTA POROSA para ver se eu esqueço.
FRASE"A luz é para todos os olhos, mas nem todos os olhos são para a luz". (Ernst von Feuchtersleben).
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