Erasmo Carlos
erasmocarlos@correiotarde.com.brColorau News
Publicado na Edição Número 1.245 - Ano IV
A solução é punição e fiscalizaçãoSempre que surge algum escândalo político, a população diz logo que precisamos mudar nossos representantes. Há, inclusive, a campanha "Não reeleja". O discurso padrão é que nas eleições devemos esquecer os atuais representantes e apostar em nomes novos. Este argumento é equivocado e inócuo. Em Mossoró, por exemplo, a população mudou nove dos treze vereadores da Câmara Municipal. Os eleitores pensaram, inocentemente, que tudo seria diferente e que os nomes novos dignificariam nosso legislativo. Enganaram-se redondamente. Mudar simplesmente por mudar não adianta, até porque os novos representantes saem da mesma sociedade culturalmente corrompida de onda saíram os anteriores. Eles não vêm de Plutão, Na'vi, Eternia ou Kripton. São brasileiros loucos por um ganho fácil, mesmo que desonesto. O que o Brasil precisa é de órgãos sérios de fiscalização e punição, mas, infelizmente, nossos tribunais de contas são inofensivos e o Judiciário é escravo de uma legislação feita sob medida para os corruptos. Nesse Florão da América, o ocupante de cargo público sabe que nenhum desvio será castigado. Se alguma falcatrua for descoberta, a pena só virá depois de 20, 25 anos. Deveria ser aplicado no poder público os mesmos meios de fiscalização adotados no sistema privado, mas é claro que nossos representantes não querem que isso ocorra.
SoluçãoDiante da fragilidade dos mecanismos de fiscalização e punição existentes no Brasil, cabe ao eleitor votar naqueles candidatos que se apresentam como os mais propensos a resistir à tentação do ganho fácil. Naqueles que demonstram interesse em usar o mandato em prol da coletividade. Sei que é difícil encontrar alguém com este perfil, mas não custa nada tentar.
Eleições 2010O comportamento dos nossos pré-candidatos denuncia que a campanha que se avizinha será bastante acirrada. Desde o inicio do ano é grande o bate perna de quem pretende disputar um cargo nas eleições de outubro, seja para governador, senador, deputado federal ou deputado estadual. O que parece ter mais confiança na vitória é o senador José Agripino (DEM), mas mesmo assim ele resolveu sair da toca e já começou a participar de procissões, missas, velórios etc. É grande a busca por apoio de líderes políticos.
Mídia eletrônicaE por falar em campanha eleitoral, a mídia eletrônica será bastante proveitosa para quem souber usá-la. No Brasil, 68,5 milhões de pessoas têm acesso a internet. É claro que ninguém será eleito apenas com o voto dos webleitores, mas estes podem fazer a diferença, sobretudo difundindo no mundo real o discurso que o candidato ou seu assessor fez na seara virtual.
TwitterAlguns marqueteiros políticos já começaram a apontar as regras que devem ser seguidas pelos políticos quando do uso do Twitter. Para eles, a nova ferramenta deve ser usada sobretudo para interação com os usuários. Aquele que abre uma conta no Twitter e não interage com os demais, como é o caso do senador José Agripino (DEM), está perdendo tempo e ganhando antipatias. O correto é fazer como os demais políticos potiguares, sobretudo o deputado federal Fábio Faria e o vice-governador Iberê Ferreira, que costumam responder a todas as indagações que lhe são feitas.
Central nuclearO governador de Sergipe, Marcelo Déda, está lutando junto ao governo federal para que seja instalada em seu estado a Central Nuclear do Nordeste. Caso ele fosse governador do Rio Grande do Norte, alguns estavam lhe massacrando, dizendo que a central era um risco à sociedade etc. Citariam Chernobyl, Three Miles Island e Fleurus como exemplos. Lá em Sergipe, entretanto, todos estão unidos em prol da vinda da Central Nuclear.
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