Edição Número 0743 - Ano II - Natal e Mossoró, Terça-feira, 07 de Outubro de 2008.
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George Fernandes

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Extra Campo

Publicado na Edição Número 0679 - Ano II
Modelo arcaico de gestão divide opiniões no ABC

Compreendo a diretoria do ABC, que insiste em provar através da contabilidade às dificuldades em relação aos custos com o futebol do clube e a manutenção de todo o Complexo Vicente Farache, tendo como 'carro-chefe' o estádio Frasqueirão. Não é fácil, todo mundo sabe disso. Mas, não acho justo, também, repassar o ônus para o torcedor. Acredito, sim, que a torcida deve ajudar, mas não dessa forma. O ingresso a R$ 20,00, por exemplo, é muito caro para um assalariado, imensa maioria da Frasqueira. Fato este que até resultou numa curiosidade: na "era pós-Frasqueirão", a torcida do ABC deixou de ser povão e se 'elitizou'. Judas Tadeu, presidente alvinegro, é um homem sensato, íntegro, de palavra, como costuma dizer, e que já entrou para a história do ABC por ter devolvido o clube à Série B do Brasileirão e, mais que isso, otimizado o patrimônio com a construção de um estádio particular. No entanto, infelizmente, o dirigente e sua diretoria parece não ter acompanhado a evolução administrativa do futebol. Não é vergonha nenhuma copiar o que dá certo. Modelos de gestão modernos estão aí para serem copiados e/ou modificados de acordo com a conveniência de cada um. Guardada as devidas proporções, os europeus são bons exemplos. O departamento de marketing ganhou status e tem sido responsável pela prospecção da maior parte das receitas dos grandes clubes. Acho ainda que os clubes de Natal têm que parar de pensar pequeno e isso vale para a Federação Norte-rio-grandense de Futebol e seu campeonato estadual. Sobreviver da venda de ingressos é, no mínimo, ultrapassado, arcaico. O tema é polêmico e divide opiniões no ABC.

Promoção seria uma saída

Com dois jogos seguidos em casa, o mais sensato seria realizar uma promoção, uma 'casadinha' ou algo parecido. Com ingressos caros - R$ 20,00 arquibancada e R$ 60,00 cadeiras - e sem transporte suficiente para levar o torcedor mais humilde ao estádio (sem falar na comodidade de poder assistir aos jogos pela TV, que transmite todas as partidas das A e B no sistema pey per vew, podendo ser visto em qualquer barzinho da cidade), a tendência é para que a diretoria alvinegra venha a amargar mais uma decepcionante renda, principalmente, no jogo de hoje, também, pela inconveniência do horário. Quem mora na Zona Norte, por exemplo, e tem que levantar cedinho para trabalhar vai chegar em casa de que horas, com o jogo terminando a meia noite e sem transporte decente para levá-lo ao seu destino? Isto é, se ainda tiver ônibus circulando.

Aciolly, Rinaldo e Chiquinho chegando...

Os 'especuladores de plantão' estão atentos aos bastidores do futebol potiguar. A última notícia dá conta de que a diretoria do ABC estaria negociando com o zagueiro Aciolly, que já vestiu a camisa alvinegra em 2005, além do meia Chiquinho, com passagem pífia pelo clube em 2006, e o atacante Rinaldo, que está no grupo do Goiás. A diretoria desmente a informação.

... Paulo Matos, Geovane e Azul saindo

A imprensa do Sul do país não perdoa os deslizes do futebol nordestino. O site do interior paulista futebolinterior.com.br. define o América como 'barca', pela freqüente saída de jogadores. Depois de rescisão contratual com o atacante Paulo Matos na última sexta-feira, foi a vez do goleiro Azul e do atacante Geovane darem a deus ao alvirrubro. Geovane, inclusive, deve se transferir para o futebol francês.

Paulo César: ABC ou Oriente Médio?

O zagueiro Paulo César, do ABC, ainda não decidiu se deixa o Alvinegro, o que deve acontecer ainda hoje. Ontem, o jogador tentou uma negociação com o clube, mas nada ficou decidido. De acordo com gente ligada à direção alvinegra, o zagueiro pediu um acréscimo de R$ 5 mil no salário de R$ 12 mil e mais um 14º salário em setembro. Judas Tadeu, por sua vez, havia prometido um salário de R$ 15 mil e a extensão do contrato até abril do próximo ano, com um detalhe: nos três primeiros meses de 2009, o zagueiro teria o salário reduzido para R$ 3 mil. Paulo César ficou de avaliar.

"Só não ganha naquele campo quem não quer ou não sabe"
Do técnico Ruy Scarpino, do América, elogiando o gramado do Frasqueirão, estádio do rival ABC, em entrevista a uma emissora de TV local

"270"
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