Prefeitura do Natal
Edição Número 1.821 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012.
Capa Colunistas Lígia Limeira

Lígia Limeira

ligialimeira@digizap.com.br

Ipsis Litteris

Publicado na Edição Número 1.338 - Ano V
Acordo Celebrado

O Con­se­lho Na­cio­nal de Jus­ti­ça - CNJ re­cuou quan­to à pre­ten­sa ex­pe­di­ção de re­co­men­da­ção aos tri­bu­nais bra­si­lei­ros para que estes en­ca­mi­nhas­sem, aos tri­bu­nais elei­to­rais, a re­la­ção de pes­soas con­de­na­das por órgão co­le­gia­do, si­tua­ção que po­de­rá obs­tar a can­di­da­tu­ra de as­pi­ran­tes aos car­gos ele­ti­vos em dis­pu­ta nas elei­ções deste ano.
A pro­pos­ta de re­co­men­da­ção, que fi­gu­ra­va no item 35 da pauta da ses­são or­di­ná­ria desta terça-feira e que pre­ten­dia via­bi­li­zar o fiel cum­pri­men­to dos ter­mos as­sen­ta­dos na Lei Com­ple­men­tar nº 135/2010, foi re­ti­ra­da de pauta.
O pre­si­den­te do CNJ, mi­nis­tro Cezar Pe­lu­so, e o pre­si­den­te do Tri­bu­nal Su­pe­rior Elei­to­ral, mi­nis­tro Ri­car­do Le­wan­dows­ki, che­ga­ram a con­sen­so no sen­ti­do de que o TSE já está to­man­do as pro­vi­dên­cias ne­ces­sá­rias para que os tri­bu­nais bra­si­lei­ros en­ca­mi­nhem aos tri­bu­nais re­gio­nais elei­to­rais a re­la­ção de pes­soas con­de­na­das, o que tor­na­ria inó­cua a to­ma­da dessa pro­vi­dên­cia por parte da­que­le Con­se­lho.
Isso não sig­ni­fi­ca que o TSE de­te­nha o con­tro­le des­sas in­for­ma­ções. Muito ao con­trá­rio. A re­mes­sa dos dados so­men­te será pos­sí­vel me­dian­te a co­la­bo­ra­ção de ou­tros ór­gãos, in­clu­si­ve do pró­prio CNJ, que vem fis­ca­li­zan­do e acom­pa­nhan­do, com rigor, a atua­ção do Poder Ju­di­ciá­rio, in­clu­si­ve com fi­xa­ção de metas, cuja ob­ser­vân­cia é obri­ga­tó­ria.
Por sinal, vi­san­do ao com­par­ti­lha­men­to de ex­pe­riên­cias e ao fo­men­to das ações ine­ren­tes à fis­ca­li­za­ção, o CNJ de­ci­diu fir­mar termo de coo­pe­ra­ção téc­ni­ca com o Tri­bu­nal de Con­tas da União, que, em vir­tu­de de sua mis­são cons­ti­tu­cio­nal, vem li­dan­do, desde a sua con­cep­ção, com as mais va­ria­das téc­ni­cas de au­di­to­ria.
A ne­go­cia­ção ul­ti­ma­da entre o CNJ e o TSE de­mons­tra o res­pei­to do STF para com as ques­tões de na­tu­re­za elei­to­ral, con­fia­das àque­la Jus­ti­ça es­pe­cia­li­za­da. Ou, no mí­ni­mo, é prova do bom re­la­cio­na­men­to que reina entre os dois pre­si­den­tes da­que­les ór­gãos, ambos mi­nis­tros do Su­pre­mo Tri­bu­nal Fe­de­ral. Assim, ga­nha­mos todos nós.

Con­sul­ta I

E o TSE segue res­pon­den­do às inú­me­ras con­sul­tas que lhe são di­ri­gi­das e, com isso, de­fi­nin­do os con­tor­nos do pro­ces­so elei­to­ral deste ano. Na ses­são ad­mi­nis­tra­ti­va desta terça-feira, o Tri­bu­nal, por maio­ria de votos, rea­fir­mou o en­ten­di­men­to de que os par­ti­dos co­li­ga­dos para elei­ção ma­jo­ri­tá­ria es­ta­dual devem res­pei­tar essa co­li­ga­ção no lan­ça­men­to de can­di­da­tu­ras ao Se­na­do Fe­de­ral. Desse modo, ape­nas na seara pro­por­cio­nal é pos­sí­vel a for­ma­ção de mais de uma co­li­ga­ção entre os par­ti­dos que com­põem a co­li­ga­ção do plei­to ma­jo­ri­tá­rio.

Con­sul­ta II

O Ple­ná­rio do TSE tam­bém de­ci­diu, na mesma data e por maio­ria de votos, em res­pos­ta à Con­sul­ta subs­cri­ta pelo PPS, que o can­di­da­to ma­jo­ri­tá­rio, em sede de pro­pa­gan­da elei­to­ral es­ta­dual, não po­de­rá con­tar com a par­ti­ci­pa­ção de can­di­da­to à pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca que per­ten­ça a par­ti­do rival na seara na­cio­nal. Do mesmo modo, con­de­nou a pos­si­bi­li­da­de de um par­ti­do co­li­ga­do, em nível re­gio­nal, apoiar de­ter­mi­na­do can­di­da­to à pre­si­dên­cia da Re­pú­bli­ca e, lan­çan­do can­di­da­to pró­prio a esse mesmo cargo ele­ti­vo, fazer uso da ima­gem e voz de ambos os nomes na pro­pa­gan­da elei­to­ral re­gio­nal.

Doa­ção por Car­tão de Cré­di­to

O TSE al­te­rou parte das re­gras con­cer­nen­tes à doa­ção por meio de car­tão de cré­di­to, me­ca­nis­mo ino­va­dor de maior re­per­cus­são no plei­to deste ano. A mo­di­fi­ca­ção refere-se, ba­si­ca­men­te, ao agen­te res­pon­sá­vel pela in­for­ma­ção ati­nen­te à ins­cri­ção no CPF. Antes, essa obri­ga­ção cabia às ad­mi­nis­tra­do­ras de car­tão de cré­di­to. Agora, cabe ao doa­dor, no mo­men­to que efe­tuar a doa­ção. A de­ci­são foi to­ma­da em re­pos­ta a um pe­di­do das ad­mi­nis­tra­do­ras, que ale­ga­vam di­fi­cul­da­des ope­ra­cio­nais para pro­mo­ver a iden­ti­fi­ca­ção de todos os doa­do­res in­ter­nau­tas. Na opor­tu­ni­da­de, o mi­nis­tro Ar­nal­do Ver­sia­ni, que vem a ser o Re­la­tor de todas as ins­tru­ções que re­gu­la­men­tam as elei­ções 2010, res­sal­tou que o preen­chi­men­to do campo do CPF pelo doa­dor é obri­ga­tó­rio e que, so­men­te a par­tir daí, o re­ci­bo elei­to­ral po­de­rá ser im­pres­so.







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