
Marcello Conrado
marcelloconrado@correiodatarde.com.brPit Stop
Publicado na Edição Número 0969 - Ano II
É inegável que este início de temporada já se transformou em um dos mais dinâmicos de toda a história da Fórmula 1. Após a segunda de dezessete etapas, o GP da Malásia nos reiterou uma categoria onde acontece um pouco de tudo. Vamos ao resumo dos fatos: vivenciamos, do final do último ano para cá, o drama da "extinção" da equipe Honda, que de maneira inusitada, tornou sombrio o futuro da categoria. Simultaneamente, Jenson Button e principalmente Rubens Barrichello foram considerados "ex-pilotos" da categoria. Rubinho concorria com ninguém menos que Bruno Senna, que muitos diziam ser o sobrenome que a Fórmula 1 precisava. Em seguida, vimos o desespero do "circo" para encontrar algum interessado em adquirir a ex-equipe japonesa, a fim de evitar o seu fechamento definitivo, eis que, às vésperas do GP da Austrália, quando tudo já parecia perdido, Ross Brawn anunciou a aquisição da equipe que passou a levar o seu nome. Ótima notícia para Button e Barrichello, que voltaram aos seus cockpits, mas, ainda assim, a decisão soava mais como uma tentativa desesperada de não fechar um time da categoria, do que propriamente deste time mostrar-se competitivo ao longo da temporada. Bruno Senna, por sua vez, tornou-se o "desempregado da vez" e continua sem saber o rumo que sua carreira irá tomar. Quanto à equipe Brawn, bastaram os primeiros testes para tudo tomar um novo rumo, pois, de lá para cá, a equipe vem simplesmente "destruindo" seus adversários. Foram duas provas, duas pole-positions, duas vitórias, um segundo e um quinto lugar, somando 25 pontos no campeonato. Por outro lado, as temidas equipes Ferrari e Mc Laren, campeã e vice-campeã em 2008, somam até agora, juntas, um único ponto. Outro fato inusitado e que veio temperar o início dinâmico desta temporada, diz respeito ao horário escolhido para se realizar a prova da Malásia. Contra tudo e contra todos, os promotores e dirigentes modificaram o habitual horário de largada, fazendo esta ocorrer às 17:00 horas no horário local, decisão que já pode ser classificada como um verdadeiro "desastre", como pudemos perceber ontem, com uma prova que teve apenas 32 voltas. Foi a primeira vez na história da categoria, que uma prova foi encerrada por não haver condições de luminosidade para sua realização. E para consolidar uma temporada que está absolutamente de "pernas para o ar", há alguns outros fatos: a equipe Ferrari tem o pior início de campeonato desde o ano de 1992 e o supercampeão da Mc Laren, o inglês Lewis Hamilton, envolveu-se em um episódio tão confuso e tão cheio de idas e vindas, que nestes últimos dias declarou que vai abandonar a equipe inglesa, podendo inclusive abandonar a categoria. Quanta reviravolta, não é mesmo? Mas nem os admiradores mais fanáticos do esporte à motor imaginavam, meses atrás, um enredo digno dos mais competentes e geniais criadores de estórias. Sugiro a você, prezado leitor, reservar lugar na poltrona mais confortável de sua sala e vivenciar algo que certamente não irá faltar nas próximas etapas: emoção, muita emoção! Nosso próximo encontro acontece daqui duas semanas, na China, em mais uma madrugada de velocidade. Um grande abraço e até lá!
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