
Paula Martins
paula@correiodatarde.com.brDicas de Investimento
Publicado na Edição Número 0923 - Ano II
Crise favorece o cooperativismo de crédito Uma boa notícia em tempos de crise econômica mundial. O cooperativismo de crédito pode significar uma alternativa real de dinheiro a juros baixos, sobretudo no segmento de microcrédito urbano. Fortalecidas por normas mais estáveis, aumentos de patrimônio líquido via financiamentos do governo e supervisão ativa do Banco Central, as 1.113 cooperativas de crédito brasileiras preparam uma expansão de 30% nas operações e de 18% na carteira de associados em 2009. Essas projeções foram divulgadas na semana passada pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).
Nordeste
Com 15 anos de fundação, cerca de R$ 1 bilhão de ativos e um saldo líquido de aproximadamente R$ 70 milhões em 2008, a Unicred Norte/Nordeste é um dos exemplos de amadurecimento desse sistema na nossa região. A cooperativa trabalha com taxas de juros que variam entre 1,4% a 2,3%, uma das mais baixas do mercado.
Unicred
No Rio Grande do Norte, um dos maiores expoentes do sistema de cooperativas de crédito é a Unicred Natal. A cooperativa é presidida pelo Dr. Damião Monteiro Neto. A Assembléia Geral Ordinária da instituição está marcada para 4 de março de 2009, quando serão divulgados os resultados da cooperativa, referentes ao exercício de 2008 e o plano de atividades para este ano.
Definição
Para quem não conhece o sistema, uma cooperativa de crédito é uma instituição financeira formada por uma sociedade de pessoas, com forma e natureza jurídica própria, de natureza civil, sem fins lucrativos e não sujeita à falência. Quando um grupo de pessoas constitui uma cooperativa de crédito, o objetivo é propiciar crédito e prestar serviços de modo mais simples e vantajoso para seus associados
Sebrae
O Sebrae Nacional tem uma Programa de Apoio ao Cooperativismo de Crédito visa a fortalecer e expandir o número de cooperativas de crédito de micro e pequenos empresários. Existem inúmeros segmentos onde o cooperativismo pode ser aplicado em benefício de muitas pessoas, entre eles: produção, agropecuária, crédito, trabalho, saúde, turismo e lazer, educacional, consumo, habitacional, mineral, infra-estrutura, especial e transporte.
Fatia
Segundo a OCB, o cooperativismo de crédito tem uma fatia de 2% no sistema financeiro nacional, mas tem planos de chegar a 10% até 2012. Diante da alta demanda por capital de giro e microcrédito nas cidades, a carteira de associados deve fechar 2009 com 3,8 milhões de cooperados. Em 2008, o segmento fechou com R$ 9,2 bilhões de patrimônio líquido, um crescimento de 19,5% na comparação com os R$ 7,7 bilhões de 2007.
Taxas
A diferença média das taxas de juros das cooperativas chegou a 2,61% ao mês em relação aos bancos comerciais tradicionais. Ou seja, as cooperativas "pouparam" R$ 589 milhões mensais de seus clientes em 2008, segundo a estimativa. Um empréstimo pessoal, por exemplo, teve custo médio de 2,27% ao mês no cooperativismo. Em outros bancos, o custo foi de 5,6% ao mês, segundo dados da Anefac.
"Só a participação cidadã é capaz de mudar o país."
Betinho
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