
Paula Martins
paula@correiodatarde.com.brDicas de Investimento
Publicado na Edição Número 0950 - Ano II
Vamos mudar para melhor!"Você deve ser a própria mudança que deseja ver no mundo." A frase de Mahatma Gandhi, um homem que conseguiu mudar o destino da Índia, mostrando que grandes transformações podem ser realizadas dentro da máxima do amor ao próximo, resume bem o momento atual na minha vida. Estou em Cuiabá (MT) para fazer meu sonhado mestrado, após mais de três anos de um adiamento necessário para cuidar de minha mãe querida. Ela acabou falecendo a um ano e meio de diversas complicações causadas pelo câncer que corroeu seu corpo tão sofrido. A coluna de hoje é minha despedida dos meus leitores queridos, que enviaram tantas sugestões interessantes. Muito obrigada a todos e também aos meus colegas da imprensa potiguar, que sempre foram maravilhosos nos 13 anos em que morei em Natal. As novas tarefas acadêmicas tomam meu tempo e por isso não posso continuar com a coluna no CT. Estarei fora do RN durante dois anos, mas as férias serão para rever os amigos queridos do NE. Até a volta! Vamos aos investimentos! Quando rendem bastante, ajudam na hora da mudança. Falo por experiência própria.
Conservador
O investidor com perfil conservador não gosta de perder dinheiro e, consequentemente, prefere não arriscar. De modo geral, são pessoas precavidas não somente com relação às suas finanças, mas também no dia-a-dia, na vida profissional e pessoal. Trata-se de um traço de personalidade que é importante ser respeitado.
Risco
Mas a aversão ao risco não significa que o mercado de ações seja estritamente proibido, na opinião de alguns consultores. Mesmo durante as crises econômicas, como a que protagonizamos atualmente, o investidor conservador pode destinar certa quantia à compra de ações. O que faz a diferença mesmo é o percentual direcionado a aplicações de renda fixa e de renda variável, e o prazo das aplicações.
Dica
Repito que, perante a atual crise, é optar pela caderneta de poupança, por fundos de investimentos de renda fixa ou por fundos DI. Mas uma parcela do dinheiro maior deve ser alocada a títulos públicos e CDB (Certificado de Depósito Bancário), que combinam menor risco e bom retorno. Em quantias muito baixas, esses investimentos não remuneram tão bem quanto os fundos de investimentos.
Sinais
Entre impressões controversas que este princípio de 2009 oferece, mais uma vez o mercado se depara com sinais de melhora. O temor com bancos que parecia passado voltou no início do ano, mas agora sugere que o pior ficou para trás; ao menos com os eventos dos últimos dois dias.
Diversificar
Nesse contexto, outra questão que vem à tona é a necessidade de se diversificar o portfólio. Não dá para apostar a poupança de uma vida apenas numa cartada. Mesmo se a tendência for mesmo de perda, com maior diversificação o prejuízo será, no mínimo, mais gradativo. Por isso, sempre procurem estar bem informados sobre as possibilidades de investimentos.
Idade
Ela é muito importante na hora de escolher. Quem tem 20 anos, por exemplo, foca 80% de seus investimentos na renda variável; além da idade permitir perfil mais agressivo, tem mais vida pela frente para recuperar uma eventual perda. Por outro lado, um investidor de 80 anos deve destinar somente 20% de seu dinheiro às opções mais arriscadas como ações, privilegiar segurança.
"Nada é imutável, tudo flui, estamos em constante movimentação."
Heráclito
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