Prefeitura do Natal
Edição Número 1.815 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012.
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Ped. da Gestão

Pedagogia da Gestão

Publicado na Edição Número 1.254 - Ano IV
REFLETINDO

Gestão 2010 - Liderar é servir aos bons propósitos.

EDITORIAL

Gestão em lições - a obsessão pelo bem servir

Servir, servir, servir
Com a obsessão dos bons propósitos.
Servir, servir, servir
Com a incansável persistência dos teimosos.
Servir, servir, servir
Na lição dos mais humildes, reais poderosos.
Servir, servir, servir
Sem cansar, sem lamentar, cidadãos honrosos.

Esta é a lição:
Servir com obsessão
Pelo bem servir, servir, servir...
Tudo o mais é pouco valioso.

A obsessão em bem servir far-nos-á, cada vez mais, uma sociedade mais humana, fraterna e igualitária. Enfim, uma comunidade de Gente mais Gente.

Pedagogia da Gestão - dando asas ao seu talento

APRENDENDO A APRENDER

Antônio Francisco
Poeta e escritor

Por exemplo: com ódio,/ Nós fabricamos vulcões,/ Tempestades de areia,/ Ventos fortes pra tufões,/ Pestes, secas e enchentes,/ Tornados e furacões./ Com dez gramas de orgulho/ E trinta de vaidade/ Toda criança aqui faz/ Uma grande tempestade/ Capaz de riscar do mapa/ Num minuto uma cidade.

Fonte: "As Seis Moedas de Ouro", do livro Dez Cordéis Num Cordel Só, de Antônio Francisco, Editora Queima-Bucha.

Correlação com gestão: Liderar com amor nas atitudes, sem orgulho e vaidade, enobrece a posição do líder.

PALAVRAS DO PATRONO - Paulo Freire

"Nós, como gente, nos amamos e passamos a compreender a possibilidade de amar, mas sem desamar a todos que foram amados e não só a quem se amou em particular."
Fonte: Conversação libertária com Paulo Freire, de Edson Passeti, Editora Imaginário.

Aprendendo com Peter Drucker

"Após a segunda guerra, começamos a perceber que a administração não é administração de empresas. Ela é pertinente a todos os empreendimentos humanos que reúnem, em uma única organização, pessoas com diferentes conhecimentos e habilidades."

Fonte: O Melhor de Peter Drucker - A Administração, de Peter F. Drucker, Editora Nobel.

PALAVRAS MOBILIZADORAS

Mestres da Educação
Nasceu em Montes Claros, Minas Gerais, aos 26 de outubro de 1922.

"De onde tiro gás para minha indignação?
Dessa realidade podre, de merda."

Fonte: Somos todos culpados - Pequeno livro de frases e pensamentos de Darcy Ribeiro - Seleção e organização de Eric Nepomuceno.

LIDERANDO

Voltar atrás e refazer o caminho
não diminuem nenhum gestor.

Fonte: Material de arquivo produzido pelo Pedagogia da Gestão.

PÍLULA DE ENERGIA

Educação: precisamos dar um salto qualitativo e substancial. Só depende de nós!

COMO CONTRIBUIR CONOSCO?

Coluna: Pedagogia da Gestão
clauder@pedagogiadagestao.com.br
joaomaria@pedagogiadagestao.com.br
dinoa@pedagogiadagestao.com.br

Pedagogia da Gestão - dando asas ao seu talento

LER É PRECISO

A indicação do nosso projeto Pedagogia na Biblioteca, hoje, é o livro Hawthorne e seus musgos, de Herman Melville, Editora Hedra, 2009.
Um ensaio do mestre de Moby Dick acerca da obra Os musgos de um velho presbitério, do autor americano Nathaniel Hawthorne.
Boa leitura.

CURIOSIDADES LITERÁRIAS

Pedagogia da Gestão -
Homenagem
Rachel de Queiroz
Nasce aos 17 de novembro de 1910, em Fortaleza-CE, e falece aos 04 de novembro de 2003.

Saudade
"Fala que saudade é sensação de perda. Pois é. E eu lhe digo que, pessoalmente, não sinto que perdi nada. Gastei, gastei tempo, emoções, corpo e alma. E gastar não é perder, é usar até consumir."

Fonte: Coleção Melhores Crônicas - Rachel de Queiroz - Seleção e prefácio de Heloisa Buarque de Hollanda, Editora Global.

Pedagogia da Gestão: ENTREVISTA

"O verdadeiro jornalista é aquele que se coloca na posição de leitor. E a primeira pergunta que surge é: o que eu, realmente, gostaria que fosse feito? O que poderíamos melhorar na sociedade?"
Jornalista Mário Gerson

Nosso entrevistado desta semana é um jovem jornalista e escritor. Coerente, ético, determinado e um artesão da palavra.
Sua marca maior se dá na prática da virtude do eterno aprendiz.
Vale a pena conhecer suas idéias e pensamentos jovens, mas carregados de muita experiência.
Com a palavra, a partir de agora, Mário Gerson.

Mário Gerson
A juventude do
escritor e jornalista

Perfil
Quem é: Mário Gerson Fernandes de Oliveira nasceu em Mossoró-RN, aos 16 de dezembro de 1981. É filho de Maria do Carmo Fernandes Oliveira e de Josias Faustino de Oliveira. Começou a produzir seus primeiros escritos aos quatorze anos de idade. Desde muito jovem teve contato com a literatura, as artes plásticas e, em especial, com a poesia. Juntamente com a Fundação Vingt-un Rosado, Coleção Mossoroense, em 1999 lançou o seu primeiro trabalho - um folheto intitulado: Traços Poéticos, por um projeto denominado Poema na Escola.
Juntamente com as poetisas Kalliane Sibelli, Graciele de Lima e o Grupo Apogeu, e logo a seguir com o projeto Pedagogia da Gestão, editou o jornal cultural mensal e literário Clandestino, jornal esse que contou com dezessete edições.
Mário Gerson, em 2002, lançou o seu primeiro livro, O Catador de Espumas. E, em 2001, foi terceiro lugar no Concurso Vingt-un Rosado de Poesia, promovido pela Prefeitura Municipal de Mossoró. Em 2006 foi o ganhador da primeira edição do Prêmio Dorian Jorge Freire de Jornalismo, organizado pela Prefeitura Municipal de Mossoró, tendo como jurados os jornalistas Adísia Sá, Woden Madruga, Osair Vasconcelos e o escritor Pablo Capistrano. O trabalho vencedor no prêmio de jornalismo foi publicado em livro pela Prefeitura Municipal de Mossoró e distribuído em escolas, bibliotecas e faculdades de jornalismo do Estado e do Nordeste. No ano seguinte foi ganhador do Prêmio de Poesia Maria Sylvia de Vasconcelos Câmara, também da PMM, com o poema "Mais que um Nome..."
Em 2008, Mário Gerson foi o vencedor da categoria Contos, do Prêmio Literário Rota Batida, um convênio entre a Coleção Mossoroense e a Petrobras, com o livro O Suspiro do Inimigo.
Em 2007, lançou o livro GAZETA DO OESTE, 30 anos, em que revela a história do maior jornal do interior do Estado e do Oeste potiguar. Já em 2008 publicou outra obra, A Morte do Pescador, uma novela, com prefácio do escritor e crítico literário Manoel Onofre Júnior.
Mário Gerson teve vários de seus poemas editados em jornais literários, como o extinto O Galo (da Fundação José Augusto), e colaborou com a revista Preá, no quadro "Escritura Potiguar", de Natal, e o Diário do Nordeste, na página de cultura, entre outros. A revista CULT, edição de fevereiro de 2004, destacou em seu quadro RADAR CULT alguns poemas do autor.
Foi editor e fundador dos jornais JJ do DR e Voz Noturna, ambos na Escola Estadual Governador Dix-sept Rosado, onde estudou.
Atualmente é editor do Caderno Expressão, jornal GAZETA DO OESTE e Universitário do Curso de Comunicação Social - JORNALISMO - da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte.
É conselheiro editorial da Editora Queima-Bucha, de propriedade do poeta Gustavo Luz, membro do Instituto Cultural do Oeste Potiguar (ICOP), desde junho de 2005, e sócio-correspondente da Academia Apodiense de Letras (AAPOL). Membro do Conselho Editorial do Jornal Plural.

PG - Para você, o que é ser jornalista?
Mário Gerson - Para ser um jornalista, primeiro devo servir - pois o jornalista, ao assumir uma posição de mediador, de certa forma é também um debatedor e divulgador dos problemas pelos quais passa a sua comunidade. Servir é uma das metas do bom jornalista. Somos, na verdade, ou deveríamos ser, empregados da comunidade. É isso que ela espera de nós: que possamos ampliar as suas vozes para que sejam ouvidas.

PG - Na escrita, quais características não podem faltar ao jornalista?

Mário Gerson - A clareza é a principal arma contra a incompreensão. Ser obscuro, prolixo, diagnostica um jornalista que exerce outra função, menos a de esclarecer e explicar.

PG - Soubemos que você ganhou prêmios literários e jornalísticos, o que pode nos falar a respeito?

Mário Gerson - Os prêmios só aumentam a nossa responsabilidade para com o leitor, seja ele de poesia, conto, jornal ou crônica. Aumenta no sentido de melhorarmos, a cada dia. De acertarmos e oferecermos, como aquele bom servo, o melhor ao seu senhor. Minha primeira premiação - no Concurso de Poesia Vingt-un Rosado -, em 2001, fez-me despertar, por exemplo, para melhorar ainda mais a poesia que praticava à época. Daí que leituras surgiram, sempre de poetas e poetisas diferentes - dos clássicos conhecidos até o poeta da cidade vizinha, ou do meu bairro. Essa procura pelo melhorar é que ajuda no aprimoramento do escritor. Um escritor completo está beirando o precipício que aniquilou tantos talentos. Sempre há algo a se aprender e apreender em si e nos outros.

PG - Como jornalista, quais os projetos para o futuro?

Mário Gerson - Na verdade, o grande sonho de todo jornalista é ganhar prêmios de jornalismo. O meu é levar meu texto além-fronteiras. Pretendo colaborar com revistas nacionais, principalmente na área jornalística. Além disso, ajudar ao jornal onde atualmente exerço a função de editor de cultura a sempre melhorar nessa área, no sentido de trazer novidades ao leitor. Aprimorar-me, também, no jornalismo cultural, através de seminários, conferências e encontros. O céu será sempre o limite.

PG - E sobre a literatura? Como se deu seus primeiros contatos com a literatura?

Mário Gerson - Quando comecei a aprender a ler e decifrar as primeiras palavras, ganhei um livro chamado Meu Livro de Histórias Bíblicas. Era todo ilustrado e contava as histórias mais fascinantes da Bíblia. Esse contato me oportunizou, ainda jovem, vislumbrar o mundo fantástico que se esconde por trás de um dos mais lidos romances de todos os tempos. Romance no sentido de uma longa história, que envolve um único povo. Além disso, trata-se de uma literatura que alimenta a imaginação, doutrina, adverte, aponta caminhos. Na verdade, a Bíblia é o grande romance que todo escritor gostaria de ter colocado uma vírgula apenas.

PG - Apesar de jovem, você já tem larga experiência no meio literário e jornalístico, o que você recomenda a quem está iniciando?

Mário Gerson - Quando entrei para o mundo da literatura e, tempos depois, para atuar na redação da GAZETA DO OESTE, essa pergunta me martelava a mente e eu, com intuito de aprimorar-me, sempre a fazia a alguns autores. Recebi muitas respostas diferentes. Quando da primeira edição do Prêmio Dorian Jorge Freire, incentivado por João Maria - que colaborou com muitas ideias para que o jornal conseguisse a premiação - eu era ainda estagiário do IEL - consegui que Ricardo Noblat, mesmo pela net, me concedesse uma entrevista. E, na ocasião, fiz uma pergunta quase semelhante a essa. Hoje, quatro anos depois daquele maio de 2006, quando ganhamos o maior prêmio de jornalismo do Estado, respondo com o que ele me disse e que era o que eu esperava: ler, ler muito, ler sempre. E é isso que tenho feito todos os dias.

PG - Considerações finais.

MG - Quero agradecer a deferência do Pedagogia da Gestão - nas pessoas de Dinoá e João Maria, mestres e amigos - e destacar uma pessoa que tem me ajudado muito e possibilitado, hoje, oportunidades que talvez dificilmente eu alcançasse: Maria Emília Lopes Pereira. Divido minha ainda iniciante carreira de jornalista em dois tempos: antes e depois da GAZETA, porque lá aprendi o valor da amizade e também do companheirismo. Maria Emília tem acredito no meu trabalho e me incentivado a ir mais além.







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