
Ped. da Gestão
Pedagogia da Gestão
Publicado na Edição Número 590 - Ano II
REFLETINDO
A necessidade de renovação exige criatividade, desprendimento, acolhimento e vontade de viver o novo. É crucial para o processo de aprendizagem e obtenção de melhores resultados.
EDITORIAL
Gestão: renovar é preciso
Nada permanece se não possuir a suprema capacidade de se renovar. Mudar para permanecer, interessante contradição. Isso desde as espécies animais e vegetais, passando pelos ritmos, músicas, lugares, ambientes e empresas. Sim, empresas.
Se uma sociedade empresarial não detém a arte de se renovar, ela está fadada, é apenas uma questão de tempo, a sumir na curva do amanhã. Se uma organização, aquietando-se no calor traiçoeiro do seu sucesso, imaginar e, pior ainda, agir como uma eterna ganhadora, sem proceder à renovação dos seus atos, procedimentos, produtos e atitudes, fatalmente será presa fácil da seleção natural que costumeiramente se dá no ambiente das empresas.
Não são poucos os casos que demonstram, e atestam, essa teoria. Basta dar uma olhada para o passado, nem tão longínquo, que identificaremos um sem-número de exemplos comprobatórios do que acabamos de argumentar.
Logo, faz-se imperioso fomentar no seio das nossas organizações a semente da mudança como estratégia de sobrevivência, como princípio basilar para a perpetuação no mundo dos negócios.
Não estamos falando em dar as costas à tradição. Não, longe disso. A grande arte, o notório e difícil engenho dão-se com a comunhão desse aparente contraste, considerado por muitos como atributos imiscíveis: mudar sob a égide da tradição.
A tradição nos dá o lastro, a mudança nos dá o vôo. O que vem dos nossos ancestrais nos impõe o singular, o renovar nos apresenta o novo. O quem vem do ontem nos abençoa com a graça, o que virá com o futuro nos abraça ao sublime. E é sob essa irmandade que não feneceremos frente aos desafios que hão de vir.
Em lugar de lágrimas, de gritos de excluídos, o melhor a fazer é arregaçar as mangas e construir o futuro, ao invés de esperá-lo, ou até mesmo de tentar prevê-lo.
Enfim, se conseguirmos praticar a renovação de uma forma diuturna, crucial para obtermos resultados consistentes, como um valor da gestão, assistiremos ao exercício de práticas gerenciais que nos conduzirão fortes rumo ao porvir, transformando-nos, cada vez mais, numa comunidade de Gente mais Gente.
Pedagogia da Gestão - dando asas ao seu talento
APRENDENDO A APRENDER
Bíblia Sagrada
"Que cada um não olhe só por si mesmo, mas também pelos outros."*
*fl 2,5.
Correlação com gestão: O verdadeiro gestor não olha só por si mesmo, mas, principalmente, fundamentalmente, também pelos outros.
PALAVRAS MOBILIZADORAS
Educação
A carreira docente premia a espera passiva das promoções por tempo de serviço e discrimina quem sabe fazer o serviço, mas não tem os títulos formais. Pelé pode ser ministro, mas jamais professor de futebol em universidade pública.
Fonte: Crônicas de uma Educação Vacilante, p.147, de Cláudio de Moura Castro, Editora Rocco.
Mestres da EducaçãoAnísio TeixeiraA reconstrução educacional da nação terá de fazer-se com liberdade e respeito pelas suas condições, como afirmação suprema da nossa confiança no Brasil, a cujo povo, hoje unificado e enérgico, devemos entregar, com o máximo de autonomia local, a obra de sua própria formação.
Fonte: Educação não é privilégio, de Anísio Teixeira.
(Textos escritos entre os anos 1950 e 1960).
PÍLULA DE ENERGIA
Educação: desenvolver a escola é investir no processo democrático.
LER É PRECISOO livro recomendado dentro do nosso projeto Pedagogia na Biblioteca é Quincas Borba, de Machado de Assis, ABC Editora, 2002.
"Quincas Borba é o segundo romance dos mais importantes de Machado de Assis pela ordem de publicação. Aparecido em fascículos em A Estação a partir de 1886, publica-se em volume em 1891, dez anos após a edição de Memórias Póstumas de Brás Cubas, que inaugura uma chamada segunda fase da evolução literária do autor, aquela que os críticos em geral consideram realista e consideramos também naturalista e simbolista, de um peculiar Simbolismo...
Romance de costumes, de feição filosofante e de profunda sondagem psicológica, escrito em 3ª. pessoa por um narrador onisciente e a exprimir com freqüência a sua própria opinião, Quincas Borba constitui-se um dos pontos altos da ficção narrativa de Machado de Assis, registrando o espírito irônico, humorístico, lúdico e trágico de um autor que, orientado pelo pessimismo niilista, soube, com mão de mestre, realçar, artisticamente, como ninguém, as imperfeições, mazelas e dores humanas."
Linhares Filho, professor da Universidade Federal do Ceará (UFC)
Uma boa leitura!
CURIOSIDADES LITÉRARIASPadre Antônio Vieira
(1608 - 1697)
400 Anos
1608 - 6 de fevereiro: nasce, em Lisboa, Antônio Vieira, filho de Cristóvão Vieira Ravasco e Maria de Azevedo;
1661 - Expulso juntamente com outros jesuítas do Maranhão, chega em novembro a Lisboa;
1662 - Junho: com a revolução palaciana, Vieira é desterrado para o Porto;
1665 - Preso pela Inquisição e mantido em custódia em Coimbra.
"O amor deixará de variar, se for firme, mas não deixará de tresvariar, se é amor."
Ezra Pound
"Literatura é novidade que PERMANECE novidade."
Fonte: ABC da Literatura, de Ezra Pound, Editora Cultrix.
Centenário da morte de
Machado de Assis
Joaquim Maria Machado de Assis
(Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 - Rio de Janeiro, 29 de setembro de 1908)
A Carolina*
Querida, ao pé do leito derradeiro
Em que descansas dessa longa vida,
Aqui venho e virei, pobre querida,
Trazer-te o coração do companheiro.
Pulsa-lhe aquele afeto verdadeiro
Que, a despeito de toda a humana lida,
Faz a nossa existência apetecida
E num recanto pôs um mundo inteiro.
Trago-te flores, - restos arrancados
Da terra que nos viu passar unidos
E ora mortos nos deixa e separados.
Que eu, se tenho nos olhos malferidos
Pensamentos de vida formulados,
São pensamentos idos e vividos.
*Poema "A Carolina", p. 140, do livro Machado de Assis - Melhores Poemas, seleção de Alexei Bueno, editora Global.
"A 20 de outubro de 1904 Machado de Assis havia perdido a esposa. A morte de Carolina levou o mestre, sempre parco de confidências íntimas, a abrir-se numa carta ao seu velho amigo Joaquim Nabuco: 'Foi-se a melhor parte da minha vida, e aqui estou só no mundo."'
Josué Montello, no prefácio de Relíquias de Casa Velha, Civilização Brasileira, 1977.
R. Magalhães Júnior
Sobre a crítica, disse Machado:
"Escrever crítica e crítica de teatro não é só uma tarefa difícil, é também uma empresa arriscada...
Protesto desde já uma severa imparcialidade de que não pretendo afastar-me uma vírgula; simples revista sem pretensão a oráculo, como será este folhetim, dar-lhe-ei um caráter digno das colunas em que o estampo. Nem azorrague, nem luva de pelica, mas a censura razoável, clara e franca, feita na altura da arte da crítica."
Fonte: Vida e obra de Machado de Assis, volume 1, Aprendizado, ed. Civilização Brasileira.
PALAVRAS MOBILIZADORAS - Paulo Freire"O direito à crítica exige do crítico um saber que deve ir além do saber em torno do objeto direto da crítica. Saber indispensável à rigorosidade do crítico."
Fonte: Política e Educação, de Paulo Freire, Cortez Editora.
LIDERANDOUm bom projeto de gestão requer adesão, e um eficaz exercício de empatia.
Fonte: Material de arquivo produzido pelo Pedagogia da Gestão
COMO CONTRIBUIR CONOSCO?Coluna: Pedagogia da Gestão
clauder@pedagogiadagestao.com.brjoaomaria@pedagogiadagestao.com.brdinoa@pedagogiadagestao.com.brPedagogia da Gestão - dando asas ao seu talento.
Leia os artigos das outras edições...