Prefeitura do Natal
Edição Número 1.819 - Ano VII - Natal e Mossoró, Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012.
Capa Colunistas Pedro Carlos

Pedro Carlos

pedrocarlos@correiodatarde.com.br

Primeira Mão

Publicado na Edição Número 1.239 - Ano IV
Eleições 2010: tudo como dantes, no quartel de Abrantes

A sessão de ontem do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu: não haverá mudança na representação dos Estados e muito menos na contabilização dos votos das sobras de cadeiras nas eleições proporcionais. Ou seja: tudo como dantes, no quartel de Abrantes. Na minuta eleitoral que havia sido discutida em audiência pública na semana passada, havia uma redistribuição de cadeiras que aumentaria a representatividade do Rio Grande do Norte de oito para nove deputados federais e na Assembleia Legislativa de 24 para 27 parlamentares. Ao final, tudo não passou de fogo de palha, como diria o nosso povo. Os ministros acharam prudente não realizar uma mudança como essa deixando de respeitar o princípio da anualidade. Ou seja: para modificar a composição da Câmara dos Deputados seria necessário que o assunto estivesse sendo discutido em 2009. O ministro Arnaldo Versiani chegou a dizer que não poderia haver prejuízo para qualquer estado na sua representatividade. E defendeu que aumento de cadeiras só se o número de 513 deputados federais fosse acrescido, o que não é previsto na Constituição Federal.


"Talvez numa próxima oportunidade,
nas eleições de 2014, possamos debater
melhor esse tema"
Ministro do TSE, Arnaldo Versiani, enterrando a mudança tão sonhada por alguns no número de deputados do RN para as eleições deste ano

Sandra

Na berlinda devido à fragilidade da sua campanha à reeleição, a deputada federal Sandra Rosado (PSB) sonhava com o aumento do número de vagas. Com nove deputados federais no RN, ela teria grandes chances de ficar pelo menos com a última vaga. Mas poderia ter sido pior caso a proposta levantada pelo ministro Carlos Ayres Brito tivesse sido aprovada.

Explicando

Ayres Brito tirou da cabeça dele que o sistema proporcional de distribuição das sobras de vagas não preenchidas por não atingir o quociente eleitoral deveria ser distribuído de forma majoritária entre todos os candidatos proporcionais. Trocando em miúdos: após distribuídas as vagas a partir do quociente, as sobras ficariam com os mais votados, independente do partido ter ou não atingido o quociente eleitoral.

Finalizando

Assim, caso essa regra passasse a valer, Sandra teria de suar a camisa mais ainda porque em 2006, só para se ter uma ideia, ela não teria sido eleita porque o seu partido só atingiu quociente para eleger três deputados. As quarta e quinta vagas, como queria Ayres Brito, seriam preenchidos com os mais votados, juntando todo mundo que se candidatou. Sandra perderia a vaga para Betinho, que teve quase vinte mil votos a mais do que ela em 2006.

Norma

Um detalhe chamou a atenção dentre as exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros com relação à liberação do Nogueirão: é o aumento dos guarda-corpos (aqueles muros que ficam no início e no final da arquibancada) para 1m10, o da frente, e 1m80, o de trás. Essa norma foi tirada de uma resolução do Estado de São Paulo que nunca havia sido aplicada em Mossoró, a não ser agora por causa da interdição.

Surpresa

A exigência é tão estranha que nem os engenheiros que atuam com obras diariamente no Rio Grande do Norte haviam ouvido falar nesta tal portaria do Governo de São Paulo. Mesmo assim, a exigência está lá e terá de ser cumprida para que capacidade do estádio seja ampliada.

Fafá

O desportista ficou feliz ao saber das últimas soluções especialmente diante do esforço feito pela prefeita Fafá Rosado (DEM) em favor da reabertura do Nogueirão. O fato é que se a prefeitura não tivesse tomado essa iniciativa, a coisa não teria acontecido.

Estado

Mas vale uma pergunta em meio a tudo isso: cadê o Governo do Estado que nunca aparece nas questões mais cruciais de Mossoró? Alguém aí ouviu falar que alguém do Governo teve qualquer iniciativa em favor do Nogueirão? Com a palavra, os senhores governistas.

PDT

A coisa não está nada simples pelas bandas do PDT de Mossoró. O partido está rachado e sob ameaça de intervenção do diretório estadual a qualquer momento. O ex-prefeito Carlos Eduardo deixou claro na reunião de segunda-feira: quem quiser, pode votar em Rosalba, mas vai ter de abrir mão do mandato. O presidente Claudionor dos Santos garante que está tudo bem, abre aquele sorrisão, mas a verdade não é essa.

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Secretária de Saúde faz a diferença


A miopia política de alguns colegas de imprensa da capital, que não conseguem ver nada de positivo na administração da prefeita Micarla de Sousa (PV), acaba por ocultar - mesmo que apenas no âmbito da mídia -, o trabalho de formiguinha que tem feito a secretária municipal de Saúde, Ana Tânia Sampaio. Tânia está fazendo um trabalho de vanguarda: moralizando a questão do expediente dos médicos, fiscalizando de surpresa diariamente o atendimento dos postos de saúde e promovendo mudanças estruturais importantes. A saúde, claro, não está mil maravilhas, mas a verdade é que muitos avanços aconteceram. Só não vê quem não quer.







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