Prefeitura do Natal
Edição Número 1.821 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sexta-feira, 10 de Fevereiro de 2012.
Capa Colunistas Pedro Carlos

Pedro Carlos

pedrocarlos@correiodatarde.com.br

Primeira Mão

Publicado na Edição Número 1.244 - Ano IV
O chapão para federal só tem duas ameaças: PV e Vágner Araújo

Está quase tudo indo como os deputados federais do Rio Grande do Norte queriam. Disputa fácil e possivelmente um chapão muito bem formado para garantir a reeleição de todo mundo. O problema é que, a exemplo de qualquer eleição, sempre pode aparecer um fator surpresa. Neste momento, creio eu, só existem duas prováveis surpresas. O PV da prefeita Micarla de Sousa e o secretário-chefe do Gabinete Civil, Vágner Araújo. A primeira ameaça parece ser mais consistente, especialmente porque deve disputar o cargo o apresentador de TV e vereador de Natal, Paulo Wagner, um campeão de votos para a vereança e que pode surpreender na Câmara dos Deputados. Vágner Araújo continua naquela de não sabe se vai ou se fica. O nome dele vem sendo ventilado como candidato ao Poder Legislativo federal desde que assumiu a Casa Civil. No entanto, até aqui a definição em torno do seu nome virou uma incógnita. Fontes do Governo ouvidas por esta coluna não disseram com firmeza se ele é ou não candidato. A candidatura de Vágner hoje é uma espécie de calcanhar de Aquiles da deputada federal Sandra Rosado (PSB). Para se reeleger, Sandra precisa que o PSB esteja unido em torno do seu nome. Ela tem a promessa do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) de que será assim. Aguardemos, pois.


"Isso quem vai dizer é o próprio
vice-governador. Eu não me pronuncio sobre assuntos políticos"
Secretário de Administração do Governo do Estado, Paulo César Medeiros, esquivando-se da pergunta sobre sua permanência. A coluna aposta uma cocada e uma garrafa d'água como ele fica

Proporcional

O cenário político do Rio Grande do Norte neste momento está praticamente definido na chapa majoritária, mas ninguém pode esquecer que a chapa proporcional pode trazer grandes dores de cabeça e até evitar alianças que antes eram tidas como certas. O caso do PSB é emblemático.

Sozinho

Neste momento, nenhum partido de expressão quer se coligar com o PSB. O motivo é simples: a grande quantidade de deputados estaduais e a falta de esteiras de deputado federal. Se por um lado a candidatura do secretário Vágner Araújo atrapalharia Sandra, por outro ajudaria em uma coligação. Mas a deputada não quer nem ouvir falar nesta versão. Sandra teme ser menos votada do que Vágner, porque vê nele um candidato mais governista do que ela.

Força

A verdade é que Vágner hoje tem força dentro do Governo. Assumiu o papel de defensor número 1 nas várias ferramentas sociais que domina, especialmente o Twitter. Além disso, tem sido também um aliado muito próximo da governadora Wilma de Faria. Candidatura sua a deputado federal significa a divisão das atenções com Sandra que, cá entre nós, nunca foi uma wilmista de carteirinha.

Resultados

Muita água vai rolar debaixo da ponte e, como diria o velho deitado (é deitado mesmo, revisor): não se perde ou se ganha eleição de véspera. Então, é hora de ter muita parcimônia na hora de tratar da eleição de deputado federal porque o quadro pode mudar a qualquer momento. Quer um exemplo: basta Vágner anunciar sua candidatura. Ou o PV dizer que vai se coligar com PMDB e PR.

Palanques

Neste momento, os candidatos a presidente da República tem os seus palanques bem definidos no Rio Grande do Norte: pelo menos a meu ver. Mas não têm, isso é verdade, unidade em torno deles. Senão, vejamos: Rosalba fica com José Serra (PSDB) - compromisso assumido com o deputado federal e seu apoiador Rogério Marinho -, mas não terá no palanque o seu candidato a vice, Robinson Faria (PMN). Dilma Roussef, claro, terá o apoio do PT do Rio Grande do Norte, mas poderá não contar com o PSB do candidato ao Governo Iberê Ferreira de Souza. Para isso, basta que Ciro Gomes seja candidato a presidente.

Mais

Marina Silva terá o palanque do PV da prefeita de Natal, Micarla de Sousa, mas tende a ficar sem nenhum candidato ao Governo. Rosalba não poderá subir no palanque de Marina por força da legislação, enquanto que Carlos Eduardo e Iberê Ferreira terão outras preferências. Aliás, Carlos Eduardo pode acabar ganhando o palanque de Dilma e Lula no RN de graça, sem fazer o menor esforço.

PDT

O PDT já está fechadíssimo com a eleição da ministra Dilma Roussef. Não há dificuldades de subir no mesmo palanque. Então, sem Iberê - caso Ciro seja candidato, repito - Carlos Eduardo poderá ter o "upgrade" da ministra com o Lula a tiracolo em seu palanque. Alguém aí abriria mão de um apoio desses?

Inusitado

Imagine só o cenário: Dilma e Lula em Natal, recebidos pelo PT e por Carlos Eduardo. O PT, coligado com o PSB, não pode deixar de subir no palanque de Dilma, porém não pode pedir votos para Carlos Eduardo. Mas Iberê não pode subir no palanque da ministra porque o seu partido tem um candidato a presidente. Entendeu? Não se preocupe, é difícil mesmo.

Paulo César e a Escola de Governo


O secretário estadual de Administração, Paulo César Medeiros, visitou a redação deste CORREIO DA TARDE hoje, em Mossoró. Veio falar sobre a instalação na cidade de novos cursos da Escola de Governo, uma iniciativa dele que já chamou a atenção de outros estados brasileiros. A Escola de Governo nada mais é do que um centro permanente de capacitação do servidor, que trabalha interagindo o tempo todo com as demais secretarias do Estado, na busca da melhora do serviço prestado pela máquina administrativa. Conversamos com o secretário sobre vários assuntos, mas em um ele preferiu não se pronunciar: sua permanência no Governo após a ascensão do vice-governador Iberê Ferreira. Dez entre dez analistas políticos dão Paulo César como presente no Governo Iberê. O secretário preferiu deixar para que o vice-governador se pronuncie na hora oportuna.







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