Secretário de Administração do Governo do Estado, Paulo César Medeiros, esquivando-se da pergunta sobre sua permanência. A coluna aposta uma cocada e uma garrafa d'água como ele fica
ProporcionalO cenário político do Rio Grande do Norte neste momento está praticamente definido na chapa majoritária, mas ninguém pode esquecer que a chapa proporcional pode trazer grandes dores de cabeça e até evitar alianças que antes eram tidas como certas. O caso do PSB é emblemático.
SozinhoNeste momento, nenhum partido de expressão quer se coligar com o PSB. O motivo é simples: a grande quantidade de deputados estaduais e a falta de esteiras de deputado federal. Se por um lado a candidatura do secretário Vágner Araújo atrapalharia Sandra, por outro ajudaria em uma coligação. Mas a deputada não quer nem ouvir falar nesta versão. Sandra teme ser menos votada do que Vágner, porque vê nele um candidato mais governista do que ela.
ForçaA verdade é que Vágner hoje tem força dentro do Governo. Assumiu o papel de defensor número 1 nas várias ferramentas sociais que domina, especialmente o Twitter. Além disso, tem sido também um aliado muito próximo da governadora Wilma de Faria. Candidatura sua a deputado federal significa a divisão das atenções com Sandra que, cá entre nós, nunca foi uma wilmista de carteirinha.
ResultadosMuita água vai rolar debaixo da ponte e, como diria o velho deitado (é deitado mesmo, revisor): não se perde ou se ganha eleição de véspera. Então, é hora de ter muita parcimônia na hora de tratar da eleição de deputado federal porque o quadro pode mudar a qualquer momento. Quer um exemplo: basta Vágner anunciar sua candidatura. Ou o PV dizer que vai se coligar com PMDB e PR.
PalanquesNeste momento, os candidatos a presidente da República tem os seus palanques bem definidos no Rio Grande do Norte: pelo menos a meu ver. Mas não têm, isso é verdade, unidade em torno deles. Senão, vejamos: Rosalba fica com José Serra (PSDB) - compromisso assumido com o deputado federal e seu apoiador Rogério Marinho -, mas não terá no palanque o seu candidato a vice, Robinson Faria (PMN). Dilma Roussef, claro, terá o apoio do PT do Rio Grande do Norte, mas poderá não contar com o PSB do candidato ao Governo Iberê Ferreira de Souza. Para isso, basta que Ciro Gomes seja candidato a presidente.
MaisMarina Silva terá o palanque do PV da prefeita de Natal, Micarla de Sousa, mas tende a ficar sem nenhum candidato ao Governo. Rosalba não poderá subir no palanque de Marina por força da legislação, enquanto que Carlos Eduardo e Iberê Ferreira terão outras preferências. Aliás, Carlos Eduardo pode acabar ganhando o palanque de Dilma e Lula no RN de graça, sem fazer o menor esforço.
PDTO PDT já está fechadíssimo com a eleição da ministra Dilma Roussef. Não há dificuldades de subir no mesmo palanque. Então, sem Iberê - caso Ciro seja candidato, repito - Carlos Eduardo poderá ter o "upgrade" da ministra com o Lula a tiracolo em seu palanque. Alguém aí abriria mão de um apoio desses?
InusitadoImagine só o cenário: Dilma e Lula em Natal, recebidos pelo PT e por Carlos Eduardo. O PT, coligado com o PSB, não pode deixar de subir no palanque de Dilma, porém não pode pedir votos para Carlos Eduardo. Mas Iberê não pode subir no palanque da ministra porque o seu partido tem um candidato a presidente. Entendeu? Não se preocupe, é difícil mesmo.
Paulo César e a Escola de Governo
O secretário estadual de Administração, Paulo César Medeiros, visitou a redação deste CORREIO DA TARDE hoje, em Mossoró. Veio falar sobre a instalação na cidade de novos cursos da Escola de Governo, uma iniciativa dele que já chamou a atenção de outros estados brasileiros. A Escola de Governo nada mais é do que um centro permanente de capacitação do servidor, que trabalha interagindo o tempo todo com as demais secretarias do Estado, na busca da melhora do serviço prestado pela máquina administrativa. Conversamos com o secretário sobre vários assuntos, mas em um ele preferiu não se pronunciar: sua permanência no Governo após a ascensão do vice-governador Iberê Ferreira. Dez entre dez analistas políticos dão Paulo César como presente no Governo Iberê. O secretário preferiu deixar para que o vice-governador se pronuncie na hora oportuna.