Prefeitura do Natal
Edição Número 1.819 - Ano VII - Natal e Mossoró, Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012.
Capa Colunistas Pedro Carlos

Pedro Carlos

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Primeira Mão

Publicado na Edição Número 1.384 - Ano V
Por que Rosalba cai e os outros sobem?

Olha, gente, não vejo motivos para tantos alvoroços em torno dos números das pesquisas eleitorais do Rio Grande do Norte. Os rosalbistas de plantão estão loucos a sentar o malho nos levantamentos feitos pelos institutos, sejam locais ou nacionais. De uma hora para outra todos viraram japoneses, embora na primeira pesquisa do Ibope a comemoração tenha sido grande. Mas, calma gente, o mundo não vai se acabar e nem a candidata Rosalba Ciarlini (DEM) perdeu a eleição. Há uma explicação técnica para a sua queda e a subida dos outros. Coisa racional, que pode ser explicada pela história das campanhas recentes do Rio Grande do Norte e, principalmente, pelos números. Vamos lá. De acordo com todos os institutos de pesquisa, Rosalba sempre esteve próxima ou um pouco acima dos 50% durante o período de pré-campanha. Isso é natural, afinal de contas ela saiu de uma campanha histórica ao Senado direto para a condição de pré-candidata ao Governo do Estado. Competentemente, fez-se vista em todo canto. Ia de batizado a enterro, circulando entre aliados e adversários com a mesma desenvoltura. Quem não se lembra do evento de uma família em Currais Novos que Rosalba chegou de supetão e encontrou o então vicegovernador Iberê Ferreira por lá? É natural que diante da simpatia de Rosalba ela permanecesse sempre a frente. Mas tem um outro fato que pouca gente quer enxergar? ela era candidata sozinha.

Situacionismo

Ainda no início deste ano, o situacionismo patinava entre as candidaturas de Iberê, que assumiria o governo em abril, o presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN), e o deputado federal João Maia (PR). O exprefeito Carlos Eduardo Alves (PDT) dizia que era candidato, mas ninguém levava a sério até as convenções.

Tempo

Para complicar ainda mais, Iberê acabou descobrindo que tinha um nódulo maligno no pulmão. Fez a retirada, tratou-se e está curado, graças a Deus. No entanto, isso lhe tomou tempo precioso. E a verdade é que ele só entrou na campanha em maio, praticamente o mesmo tempo em que se começou a acreditar que Carlos Eduardo seria mesmo candidato.

Segredo

Então, meu povo, não tem segredo: Rosalba estava em campanha, tinha a preferência da maioria e trabalhou para mantê-la. Iberê e Carlos estão crescendo em um vácuo que existia para os dois, o da situação. Iberê e Carlos, entendo eu, estão ocupando um espaço que é deles: o do governismo. Rosalba, embora venha caindo na maioria das pesquisas, enfrenta o mesmo efeito que outras candidaturas favoritas tiveram nas últimas campanhas.

Impossível

A impossível, creio eu, que uma candidatura se mantenha líder nas pesquisas perto de 50% das intenções de voto sempre em uma eleição complexa como a estadual. A última vez que isso aconteceu foi em 1998, quando Garibaldi Filho venceu José Agripino no primeiro turno. A disputa ao Governo naquela eleição decidiu-se por uma pequena diferença de votos. De lá para cá, todas as eleições foram vencidas no segundo turno, com muito trabalho de lado a lado.

Nacionalização

Com o início do horário eleitoral e a folga de Dilma Roussef nas pesquisas nacionais, a tendência é de que ela possa dar uma força aos seus candidatos nos Estados. Com isso, vem junto o nome de Lula e todo o benefício que ele proporcionou como presidente do Brasil. É natural que agora se nacionalize a campanha, porque essa é a estratégia adequada para o governismo. Iberê e Carlos Eduardo sabem que as suas chances estão na exploração da imagem do presidente Lula a seu favor.

Quadro

Sendo assim, o quadro é mais do que natural e aponta para a possibilidade de um segundo turno de forma clara. Se vai acontecer ou não, aí são outros quinhentos. Esta campanha só nos explica aquilo que já deveríamos ter aprendido: cada voto é importante, cada apoio pode fazer a diferença. Não existe governador de férias, muito menos candidato derrotado de véspera.

Crescimento

Entendo que Iberê e Carlos vão continuar crescendo juntos, mesmo que Iberê em margem maior. O grande desafio deles, a meu ver, é buscar o voto espontâneo de Rosalba. Aquele que é dado à candidata sem a influência de prefeito ou qualquer outra liderança, apenas por simpatia ou outro fator mais frágil. Este voto pode ser conquistado com o discurso nacionalizado ou com uma grande ideia que abale o poderio eleitoral da candidata democrata. Como até aqui o governismo só tem o primeiro, a saída parece ser essa.

Conclusão

Para concluir o raciocínio, alerto que o quadro ainda é bastante favorável a Rosalba e que as chances dela vencer no primeiro turno ainda são reais. Assim como é real, normal e factível a sua queda nas pesquisas. Todo candidato favorito enfrenta isso. A não ser fenômenos eleitorais, grupo do qual Rosalba não faz parte. Pelo menos em nível estadual, diga-se de passagem.

Micarla recebe Prêmio Chico Mendes

A prefeita Micarla de Sousa (PV) recebe hoje à noite, em São Paulo, o Prêmio Chico Mendes de responsabilidade socioambiental. A chefe do Executivo natalense vai receber a comenda por conta das suas ações sustentáveis como os programas "Adote o Verde", "Jogo Limpo" e as preocupações ambientais exigidas para as obras da Copa do Mundo de 2014. "Fico muito feliz porque é um reconhecimento do trabalho que temos desenvolvido pela cidade e população", disse a prefeita, ao ser informada do prêmio.







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