
Pedro Carlos
pedrocarlos@correiodatarde.com.brPrimeira Mão
Publicado na Edição Número 1.390 - Ano V
Enterrando o discurso "Mossoró não comporta"A edição desta semana da revista Veja é um combustível interessante para nós mossoroenses enterrarmos de ver o discurso de que Mossoró não comporta isso ou aquilo. Sinceramente, eu não aguento mais ouvir, em pleno século 21, já no último ano da primeira década, alguns empresários com essa conversa pessimista e atrasada. Gente, o futuro já chegou em Mossoró e isso já era previsto por grandes nomes da nossa história, vivos ou não. Já se dizia na década de 1980 que Mossoró seria o motor do desenvolvimento do Rio Grande do Norte. Basta ler sobre a história de Cortez Pereira, Aluízio Alves, Dix-huit Rosado e outras personalidades que enxergaram aquilo que alguns infelizmente renegam. A verdade é que esse discurso ficou para trás com a participação decisiva do poder público. Destaque-se aqui a força do trabalho da então prefeita Rosalba Ciarlini, da atual prefeita Fafá Rosado - que está vendo no seu governo os melhores e mais profícuos anos da sua economia - e da ex-governadora Wilma de Faria (PSB). Todas têm a sua parcela de contribuição, embora Wilma pudesse ter feito muito mais como filha de Mossoró. Mas no bojo geral, somos o que somos hoje por causa de um tripé de coisas: primeiro, os inúmeros recursos naturais, a começar pelo sal, passando pelo petróleo e a terra fértil. Segundo, por causa da intervenção do poder público que trabalhou para dar infraestrutura à cidade e por último, o mais importante, devido à força do nosso povo. Os mossoroenses não são valentes porque expulsaram Lampião - embora o episódio deva ser enaltecido -, mas porque sempre foram grandes lutadores pelo futuro da cidade. Mesmo existindo alguns que são contra tudo que é bom para Mossoró e outros que ainda tem uma mente atrasada, o fato é que a grande maioria do nosso povo constroi o futuro a partir da sua força de trabalho, independente de tempo ruim. Então, é hora de sepultar o discurso de que Mossoró não comporta. Comporta sim, estão aí o shopping, a indústria da construção civil e muitas outras informações.
"Rosalba sabe que valeu a pena acreditar em Fafá, essa grande prefeita"Deputado Leonardo Nogueira, comemorando a publicação da revista Veja que colocou Mossoró entre as cidades aonde o futuro já chegou
Suplente
Mudança na Câmara Municipal de Mossoró. A vereadora Niná Rebouças pediu licença médica de 30 dias para tratar da saúde. Niná, graças a Deus, está em plena recuperação, mas precisará de mais tempo antes de retornar às suas atividades normais. Enquanto isso, assume a cadeira o suplente Manoel Bezerra de Maria (DEM).
Pesquisas
Os números do Ibope não trouxeram grandes novidades. Uma pequena variação de Rosalba para baixo e outra de Iberê para cima e outra de Carlos Eduardo Alves para baixo: 45%, 25% e 11%. Sem muita coisa para comentar, a não ser que a distância para o segundo turno é um pouco maior do que a pesquisa anterior, que era de 6% e agora é de 7%. Então, o cenário não traz modificação alguma.
Fatos
Há pelo menos uma constatação a se fazer diante de todos os quadros mostrados até aqui pelas pequisas publicadas nos mais variados veículos de comunicação, inclusive o nosso CORREIO DA TARDE: Iberê cresceu, mas não tem conseguido fatos novos para avançar a sua campanha. A mobilização de rua é importantíssima, sem dúvida, mas é insuficiente. A estratégia do bolsa família até aqui parece não ter funcionado de forma mais efetiva.
Leonardo
O deputado Leonardo Nogueira (DEM), candidato à reeleição, estava exultante na reunião de ontem com a sua militância em Mossoró. Ele comemorou a reportagem da revista Veja que colocou a cidade entre as metrópoles do futuro e apontou a cidade com uma das mais desenvolvidas do Brasil. O índice de crescimento de Mossoró é mais do que o dobro da média nacional: nada menos que 7,4%, contra 3,5% do Brasil.
Fafá
Leonardo aproveitou para fazer justiça à prefeita Fafá Rosado, sua esposa. Destacou as ações do poder público em favor de Mossoró e o quanto Fafá lutou para trazer investimentos para a cidade. "É uma vitória de Mossoró, da prefeita Fafá Rosado, e de todos nós", garantiu.
Lembrando
Para que ninguém esqueça, inclusive aqueles que são contra Mossoró: 7,4% de crescimento anul, R$ 11,5 mil de renda per capita, a maior do Estado, e 2.419 empregos com carteira assinada criados de janeiro a julho deste ano. Afora os 120 mil trabalhadores com carteira assinada atualmente.
Polêmica
Vem gerando muita polêmica a orientação da Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) a respeito da proibição de veículos de mensagens eleitorais nos templos, seja ela escrita ou verbal. A PRE quer por um freio nos candidatos evangélicos que têm promovido eventos nas igrejas para tentar convencer o eleitorado evangélico.
Dúvidas
A polêmica maior esta na dúvida que a atitude gerou: ora, se na hora de pregar um pastor não pode pedir o voto dos seus liderados, por que um padre pode abrir espaço para que candidatos falem nas missas que participam? A verdade é que a lei proíbe ambos, sem discriminação de religião. Mas que os evangélicos estão se sentindo perseguidos, isso estão. Alguns que ouvi sentem-se como se fossem os alvos preferenciais. Aguardemos o desdobramento deste assunto.
O fim do Jornal do Brasil
O JB não vai mais sair na sua versão impressa. Hoje foi a sua última edição, um marco histórico negativo para a imprensa brasileira. Sou daqueles que aposta na vida longa para o jornal impresso, como documento histórico e como veículo formador de leitores. A Internet obviamente ocupará cada vez mais espaço no ramo noticioso é natural que isso aconteça diante das novas tecnologias. Mas duvido que os livros e os jornais desapareçam. Eles vão se adequar às novas realidades, saindo com tiragens menores, é verdade, mas dentro do que os leitores vão pedir no futuro. O leitor de jornal será aquele que quer opinião, que quer saber o que pensam personalidades que exprimem o sentimento do povo. O jornal será cada vez menos noticioso e mais opinativo até ser só o segundo. A notícia imediata ficará com a Internet e outros veículos. Caberá aos jornais analisá-la, aprofundá-la e buscar aspectos diferentes do todo. O JB impresso morreu, mas outros surgirão neste vácuo, mesmo que sejam vários "Jbzinhos", distribuídos para determinados segmentos do Rio de Janeiro.
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