Edição Número 0791 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008.
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Walter Fonseca

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Primeira Mão

Publicado na Edição Número 0738 - Ano II
A governadora Wilma de Faria virada num traque

As últimas pesquisas eleitorais publicadas ou produzidas para consumo interno à seu pedido, estão exigindo um esforço redobrado, quase sobre-humano, da governadora Wilma de Faria. As dificuldades às quais estão submetidos os seus candidatos em cidades eleitoralmente importantes como Parnamirim, Macaíba, Currais Novos, Caraúbas e Apodi, aliadas às derrotas quase certas em Natal, Mossoró, Assu, Ceará-Mirim e Pau dos Ferros, produziram mudanças radicais e de agenda nessa reta final de campanha.Na reunião acontecida na manhã de ontem na residência oficial com as presenças do senador Garibaldi Filho e dos deputados Henrique Alves e Márcia Maia, além do secretário de articulação com os municípios Cláudio Porpino, a discussão principal no primeiro momento foi a do que ainda se pode fazer em Natal.No segundo momento, já sem as presenças de Gari e Henrique, se discutiu mesmo, foi o redirecionamento dos esforços da governadora para as campanhas do interior.Dessa forma, o wilmismo quer que Garibaldi e Henrique a substitua em Natal para que ela possa se dedicar ao interior, invertendo a situação até agora vista.De uma coisa Wilma não poderá ser injustamente acusada pelo PT e pelo PMDB, a de que não se jogou de corpo e alma na campanha de Fátima Bezerra, em Natal.À César o que é de César, à Wilma o que é de Wilma.

"É possível que o "efeito Lula" seja registrado nas pesquisas de amanhã, não, contudo, como motivador do segundo turno que já estava claramente sinalizado desde a segunda pesquisa"
Agnelo Alves, jornalista e prefeito de Parnamirim, na sua coluna escrita sábado em um jornal da capital, afirmando a existência de um 2º. Turno, com ou sem o "efeito Lula".

Dois pesos e duas medidas

Ao tomar conhecimento da realização de uma pesquisa eleitoral realizada em Assu pelo Instituto Certus e Rádio Princesa do Vale, a qual apontou uma provável vitória do candidato Ivan Júnior sobre a candidata da governadora Fátima Morais por mais de 17%( a pesquisa CT/Start deu pouco mais de 10%), o colunista jura que esperou que a mesma reação virulenta que ele recebeu da campanha de Fátima fosse desencadeada, igualmente, sobre o proprietário da Rádio, o atual reitor da Uern, professor Milton Marques.

Silêncio em Assu

Contudo, ao contrário do esperado,o que aconteceu foi um silêncio sepulcral e o JATINHO, dessa vez, não fez nenhum vôo para Mossoró e nem para Natal.E muito menos Fátima ameaçou falar com a governadora Wilma de Faria, correligionária e líder de Milton Marques, para que ele abortasse a publicação da pesquisa. Será que foi porque Milton, sendo Marques de Medeiros, só se poderia tentar desqualificá-lo como sendo primo do ex-prefeito José Maria Medeiros, e este é aliado de Fátima Morais?

Frustração

O clima, ontem, na saída da coletiva convocada pelo Ministério Público Estadual para anunciar os resultados da Operação Sal Grosso , realizada na Câmara Municipal de Mossoró, era de frustração entre vários suplentes de vereador e de parte da imprensa mossoroense, com o que foi anunciado.Para alguns, mais críticos, a montanha rugiu, rugiu e pariu um rato.

A lei de Chico de Brito

O Juiz da 20ª Zona Eleitoral, Waldir Flávio Lobo Maia, decidiu proibir carreatas, passeatas, trios elétricos, carro de som e qualquer aglomeração de pessoas, à partir de ontem, domingo e até o próximo domingo, dia das eleições, na cidade de Currais Novos.

Insegurança e selvageria

A decisão tomada em Currais Novos foi adotada depois que na movimentação acontecida no sábado passado pela coligação liderada pelo prefeito Zé Lins, e que contava com a presença da governadora Wilma de Faria, houve confronto de adversários contando com briga de eleitores, uso de chibata e até a ameaça de um cavaleiro e seu cavalo avançarem para cima da Governadora Wilma de Faria.


Mossoró libertária
Hoje a cidade de Mossoró comemora o 125º aniversário da libertação dos seus escravos, acontecida seis anos antes da Lei Áurea, motivo pelo qual, ainda hoje a cidade é chamada de Terra da Liberdade.Destaque para a querida e centenária Loja Maçônica "24 de Junho", que iniciou e liderou o movimento anti-escravista.


Perdeu a democracia

O colunista entende, data vênia, que o Meritíssimo Juiz deveria determinar que o aparelho de segurança garantisse a ordem e a Lei na Cidade, em vez de privar o povo e os candidatos de quase uma semana de campanha eleitoral.Assim, em benefício da segurança de uns, se fere a democracia de todos.No Brasil, é assim.Para se encobrir as deficiências do Estado, via de regra, fere-se os direitos individuais e coletivos dos cidadãos e cidadãos.

Reforma

Não será surpresa nenhuma para o colunista, se ainda no mês de outubro, a Prefeita de Mossoró, Fafá Rosado, encaminhe à Câmara Municipal da cidade projeto de lei alterando a estrutura do Poder executivo, revertendo à estrutura de secretarias municipais as atuais gerências.Senão todas, pelo menos algumas delas.As mais importantes, como as de Obras, Educação, Saúde e Ação Social.

E eu acreditei !

Logo que aconteceu o episódio da denúncia envolvendo o comandante do policiamento do trânsito em Mossoró, capitão Alessandro Gomes, o colunista chegou a escrever que acreditava numa pronta ação da governadora Wilma de Faria, pois sempre a tivera como uma governante ciosa do bom nome e funcionamento do seu governo.

Esperando Godot

Contudo, passados todos esses dias sem qualquer posicionamento, nem mesmo o em defesa do acusado que exerce cargo de confiança, ele já começa a achar que a força da deputada Sandra Rosado sobre as decisões da governadora em Mossoró parece ser maior do que o seu compromisso com o povo que a elegeu, com a Lei que jurou defender e com a imagem do governo que é seu.

EM BAIXA

Os Comandos Geral e do I I Batalhão de Polícia Militar que permanecem silentes frente às denúncias oficializadas à Justiça Eleitoral envolvendo o DPRE de Mossoró e o seu comandante, capitão Alessandro Gomes; A confiança mútua entre as lideranças do PT, PMDB e PSB, na campanha de Natal.

EM ALTA

Trocas de acusação entre ser "candidata pesada" e "liderança omissa" no núcleo duro da coligação União por Natal; A insatisfação do Palácio do Planalto com os aliados do presidente Lula em Mossoró e Natal; O nível de violência que está alcançando a campanha de Caraúbas.




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