CT acompanha os desabrigados pelas chuvas no RN
Publicado no Dia 03/05/2008
Fabiano SouzaRaul Pereira

Setor produtivo como fruticultura e produção de camarão foram arrasado pelas inundações
Entre o período que envolve a segunda quinzena de março e a primeira semana de abril, as chuvas que deveriam vir para proporcionar alegria, e perspectivas de garantia de uma boa safra no Rio Grande do Norte acabou se transformando em pesadelo e tormento para milhares de potiguares. As inundações causadas pelo excesso de chuvas trazendo prejuízo para os agricultores, pescadores moradores das áreas ribeirinhas e principalmente para os produtores da fruticultura irrigada, camarão e sal. Tudo isso foi acompanhado de perto pela equipe do CORREIO DA TARDE que esteve presente em vários pontos do Estado e trouxe aos seus leitores informações detalhadas sobre os acontecimentos que causaram prejuízo que devem ultrapassar a casa dos R$ 100 milhões. Recursos que devem ser utilizados para a reconstrução de 470 km de estradas e de pontes danificadas pelos temporais, para apoiar os agricultores que tiveram as áreas de cultivo inundadas, construir e recuperar casas atingidas e prestar atendimento às famílias desabrigadas em 65 municípios onde já foi decretada situação de emergência. As chuvas causaram estragos em pelos menos 20 rodovias que ainda se encontram parcialmente destruídas. Os prejuízos no setor de produção de camarão, chega a R$ 16,6 milhões.
A economia do Estado também foi afetada na fruticultura. A maior produção de banana do País está em situada na região do Vale do Açu teve grande parte destruída. Dos 15 mil hectares de fazendas que produzem frutas, 5 mil foram completamente inundados.
O setor salineiro, que produz 90% do sal consumido no Brasil também enfrenta crise em conseqüência das chuvas. Embora os números ainda não tenham sido anunciados, o maior o problema está relacionado ao fato de que na área mais atingida pelas chuvas concentração grande parte da produção de sal.
Os números revelam que nas regiões do Vale do Açu, Vale do Apodi e região Oeste, onde as chuvas mais fortes foram registradas, mais de 10 mil famílias foram atingidas. Segundo o presidente da Federação dos Trabalhadores do Rio Grande do Norte (Fetarn), Manoel Cândido, apesar de ainda não ser possível contabilizar o prejuízo é certo.

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