Edição Número 0791 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 04 de Dezembro de 2008.
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Há dois anos acompanhando a atividade no RN

Publicado no Dia 03/05/2008
Allan Darlyson e Marcius Melo

Divulgação
Desde sua fundação, no dia 10 de abril de 2006, o CORREIO DA TARDE trouxe o semanário de turismo como uma nova opção para os leitores. Nesse período, acompanhou todo o desenvolvimento dos empreendimentos voltados para a atividade e abordou as potencialidades de destaque no estado, mas não deixou de mostrar falhas e pontos negativos, com o objetivo de incentivar o crescimento turístico, seguindo sempre a mesma ideologia da notícia fiel e o jornalismo coragem.

Dessa forma, este vespertino deu prioridade a divulgação de matérias que acompanharam e cobraram as obras do Aeroporto de São Gonçalo, o maior terminal em construção da América Latina, e que deverá impulsionar o turismo e outras atividades econômicas e acompanhou passo a passo da conclusão da reforma do Centro de Convenções de Natal, que fez com que o Rio Grande do Norte disputasse em condição de igualdade com outros destinos turísticos para sediar eventos de grande porte.

E na perspectiva de mostrar o que aconteceu em 2007 com relação a 2008, destacamos, por fim, o Espetáculo das Águas, pelo interior do Estado, algo importante para a interiorização do turismo, uma das teclas mais batidas por este jornal desde a sua fundação, uma vez que permite o aumento do leque de roteiros para os visitantes, fazendo com que possam permanecer mais dias no estado, além de terem mais opções além do sol e mar.

Aeroporto São Gonçalo

Durante o ano de 2007, uma das maiores expectativas foi em relação à construção do Aeroporto de São Gonçalo do Amarante. Entre os objetivos da obra, está a criação de uma área de livre comércio, que tem como meta impulsionar o desenvolvimento do turismo, com a construção de hotéis, pousadas, quiosques e outros atrativos em torno do terminal. Além disso, espera-se que o investimento contribua para a geração de emprego e renda. A obra evolui a passos lentos e só deve ficar pronta em 2010.

No final de 2007 ocorreram algumas reuniões do grupo de trabalho formado por representantes dos governos federal e estadual. O gerente de empreendimento da Infraero, Pedro Ibernon, esteve aqui e garantiu que a nova etapa, a construção da pista de pouso e decolagem, deve terminar no primeiro semestre de 2009, e deverá ser a maior de todo o nordeste. Ele ainda destacou o adiantamento das obras e o investimento do executivo federal. "Estamos continuando uma série de encontros, com o objetivo de viabilizar o prosseguimento técnico e econômico da obra. A construção está na etapa da pista e se encontra em estágio avançado. O Governo Federal investiu cerca de R$ 100 milhões nesta etapa, que deve terminar no primeiro semestre de 2009".

Um dos motivos da demora é a necessidade de uma licitação para determinar se a obra será realizada por meio de uma concessão pública ou Parceria Público-Privada, que nunca ocorreu no Brasil dentro do sistema aeroportuário. O governo do estado está se programando para começar as obras de acesso ao aeroporto, o que será bom para desafogar o trânsito de veículos de grande porte na Av. Bernardo Vieira, ligando a BR-406 e a BR-304 até o aeroporto. Ao todo, serão quase 20km de novas vias de mão dupla. Segundo o secretário da Infra-estrutura, Adalberto Pessoa, as obras podem ficar em torno de R$80 milhões.


Centro de convenções Outro ponto de destaque foi com relação ao Centro de Convenções, que, depois da reforma, ficou mais atrativo para receber um maior número de eventos e de grande porte. Para divulgar o Rio Grande do Norte e atrair a realização de eventos de grande porte, o Natal Convetion Bureau se uniu ao à Cooperativa para o Desenvolvimento da Atividade Hoteleira (Coohtur) levando os atrativos que a cidade oferece aos promotores de congressos, seminários, encontros. No ano de 2007, o Centro de Convenções teve 241 dias de ocupação e pretende ampliar esse número em 2008. Durante todo o ano passado, O CORREIO DA TARDE publicou matéria mostrando a necessidade de agilização da obra do Centro de Convenções para tornar o Estado mais competitivo com outros destinos turísticos e principalmente para que pudéssemos ter mais turistas em períodos de baixa.

O diretor executivo da Coohotur, Nailson Azevedo, informa sobre as metas para 2008. De acordo com ele, a entidade privilegiará a maximização da política de captação para atrair grandes eventos para o estado, principalmente para o Centro de Convenções de Natal. Serão ampliados os investimentos em divulgação do equipamento e do destino Natal em publicações de circulação nacional e internacional. Dentro dessa realidade, já está programada a veiculação de anúncios e textos jornalísticos nas revistas "Eventos" e "Making Of". A Coohotur trabalha com o foco voltado no sentido de garantir que o Centro de Convenções tenha, em 2008, uma ocupação de 250 dias, sediando eventos de âmbito local, nacional e internacional.

Espetáculo das águas

Há muito tempo no estado não se tinha um inverno tão rigoroso, o que provocou um novo interesse turístico no Estado. Cerca de 61 açudes sangraram em 2008, por todo o Rio Grande do Norte. As sangrias aconteceram dia após dia, sempre acompanhada de muita alegria nesse mês de abril, mas também com expectativa pelos prejuízos dos alagamentos. A ansiedade, nesse caso, voltava-se ainda para o potencial turístico dessas regiões, que ganha novo fôlego com as sangrias. É o caso da barragem de Gargalheiras, em Acari. Desde o início da lavagem das paredes do açude, o número de visitantes na cidade aumentou cerca de 10%, segundo a prefeitura.

Cidades como Encanto e Rafael Fernandes também confirmaram o aumento no número de turistas. São em grande parte visitantes de cidades vizinhas que reúnem a família para assistir o trasbordamento das barragens, diversão que, na maioria das vezes, não requer muito dinheiro. "A minha pousada vai ficar lotada pelos próximos dois meses, pelo menos. Isso não aconteceu no ano passado", observa Marcio Santos, proprietário de uma pousada em Açu.

Na maioria das vezes é uma estrutura tímida que está à disposição do visitante, mas o foco da viagem, sem dúvida, é a própria sangria da barragem.






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