"A sociedade estÁ colaborando mais com a coleta seletiva"
Publicado no Dia 05/09/2007
Katarina das Vitórias

Temas como resíduos sólidos urbanos, industriais, da saúde e da construção civil, além da reciclagem e da educação ambiental foram debatidos por especialistas nacionais no I Seminário de Gestão Integrada e Sustentável de Resíduos Sólidos, na última semana. O evento reuniu cerca de 400 participantes, entre eles o diretor-presidente da Urbana, Josenildo Barbosa de Lira, que, em entrevista ao CORREIO AMBIENTAL, analisou várias questões relacionadas ao assunto e afirmou que a sociedade está mais preocupada com o destino dos resíduos e com a preservação do meio ambiente, de maneira geral.
Correio Ambiental: Quais foram os principais assuntos em destaque no evento?
Josenildo Barbosa de Lira: O controle social e as diversas modalidades de coleta seletiva, com a inclusão de ex-catadores do extinto lixão de Cidade Nova, e o plano de gerenciamento dos resíduos da construção civil.
Quais são atualmente os destinos dos resíduos sólidos em Natal?
Hoje, se divide entre o aterro de Maçaranduba, que recebe os resíduos domiciliares; a incineração, que dá conta dos resíduos hospitalares; e as associações de catadores, que se responsabilizam pelo material passível de reciclagem. Além disso, o entulho e a poda vão para o destino final de Cidade Nova.
Há avanços em relação à coleta seletiva?
Sim. Por exemplo: a ampliação da coleta seletiva porta a porta, que agora se estende às quatro zonas administrativas da cidade (norte, sul, leste e oeste). Houve um aumento de 19 para 79 áreas neste ano. A implantação do PICS - Programa Interno de Coleta Seletiva, que está, atualmente, em 130 instituições públicas, privadas e filantrópicas. E também a usina de triagem, em Cidade Nova. A sociedade está colaborando mais. Triplicamos as adesões ao PICS nos últimos tempos e, assim, mais áreas estão fazendo a coleta seletiva.
Pode existir desenvolvimento ambiental integrado e sustentável nas cidades do Rio Grande do Norte?
Sim, o aterro de Maçaranduba é para recolher os resíduos de Natal e há também usinas de beneficiamento que pega o lixo, fermenta e o transforma em adubo. Além disso, a poda e o entulho podem ser transformados em lenha e carvão e a coleta seletiva evita a poluição do meio ambiente. Pretendemos levar essas ações para o interior do Estado, para que outros municípios façam o mesmo enquanto é tempo.
Quais as ações de educação ambiental que estão sendo praticadas?
De segunda a sexta-fera, estagiários de meio ambiente, uma pedagoga e o grupo de teatro "Reciclar" vão até as escolas públicas e privadas para levar educação ambiental para os estudantes. Nas áreas mais críticas, como Mãe Luiza e Felipe Camarão, por exemplo, levamos o projeto "Urbanação", que promove uma blitz educativa, com distribuição de lixeira para câmbio de carros e instruções porta a porta de como lidar com o lixo. Há ainda a revista da Urbana, com 20 mil exemplares, que visa popularizar as ações ambientais.

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