Edição Número 0779 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008.
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"Creio que os meios de comunicação são instrumentos de cidadania"

Publicado no Dia 16/10/2007
Alberto Leandro
As ferramentas multimídia podem ser de grande ajuda para disseminar conceitos em favor do meio ambiente. O Portal de Meio Ambiente da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) - www.meioambiente.ufrn.br - foi publicado em junho do ano passado e totalmente repaginado este ano. No primeiro mês, foram 1525 acessos, mas a previsão é de um avanço rápido neste número. Trata-se de um ótimo índice, porque o Portal não conta ainda com uma divulgação sistematizada e, além disso, está com apenas 20% de seu conteúdo "no ar". Em entrevista ao Correio Ambiental, a arquiteta e mestre em Multimeios, Jô Carvalho, responsável pela sua produção, fala sobre as novas tecnologias para a conscientização ambiental.

Correio Ambiental: Qual o objetivo do Portal?

Jô Carvalho: O Portal foi criado para ser um dos instrumentos de comunicação a apoiar a implantação da política de meio ambiente da UFRN, levada à frente pela DMA, Divisão de Meio Ambiente/ SIN Superintendência de Infra-estrutura, e contribuir com a formação de uma consciência ambiental prioritariamente entre a comunidade universitária.

Com esta missão, o Portal, além de disseminar informações sobre a temática ambiental e ser uma vitrine permanente para a produção da comunidade universitária, pretende também ser um grande local de encontro. Neste sentido, em cerca de seis meses depois de seu lançamento, já começamos a pensar um novo desenho que incorporasse os espaços necessários à participação e articulação entre grupos e projetos ambientais da Universidade.

Neste primeiro momento, é importante enfatizar, que estamos ainda voltados para a divulgação das questões ambientais onde a maior parte dos internautas participa com uma postura de consumidor da informação, utilizando o vasto conteúdo das páginas de notícias, eventos, ou os contatos das páginas institucionais para levantamentos e pesquisas. A nossa meta, a médio prazo, é fazer com que os diversos grupos da Universidade se apropriem dos espaços e recursos do Portal, de forma a aprofundarem a discussão em torno de uma sociedade auto-sustentável. Dotamos o Portal de espaços de interatividade como os fóruns, para discussão dos temas e especificidades de qualquer área de conhecimento, os blogs temáticos, uma linguagem que tem um forte poder de atração sobre os jovens, abrimos espaços para as inquietações e questionamentos nas enquetes.

Como está a aceitação do público?

Tem sido excelente. Além das congratulações iniciais que nos dão a dimensão da importância que o Portal já tem, contamos com um público cativo que está sempre nos enviando notícias, alguns centros e cursos da UFRN, bem como a comunidade externa, já incorporaram o envio de eventos, que atualizamos diariamente, ou indicações de páginas. As perguntas são encaminhadas para os setores responsáveis.

Você acredita que as ferramentas multimídia são importantes para a Educação Ambiental?

Posso dizer que minha vida tem sido voltada para esta crença: a dos meios de comunicação como instrumento de cidadania, com a transformação de informação em conhecimento, e este em ações para mudanças visando a melhoria da qualidade de vida. Hoje, a agilidade da internet nos leva a um novo passo na direção dessas conquistas, embora seja importante lembrar que os recursos multimídia são apenas isso: ferramentas para objetivos a serem definidos socialmente. Com um simples toque no "Fale conosco", um debate no Fórum ou uma pergunta no blog da DMA, qualquer aluno, professor ou funcionário, ou um internauta de qualquer parte do mundo poderá acompanhar as ações dos programas e projetos ambientais da Universidade. A importância do Portal como instrumento de educação ambiental crescerá à medida em que a comunidade universitária dele se apropriar.

Você acha que a consciência da população e do poder público do RN em relação ao meio ambiente mudou?

Com certeza. O problema, talvez, seja estarmos sempre atrasados com relação às transformações necessárias. Mas temos tido avanços, ainda que em menor peso, a partir de pessoas e instituições isoladas. Estamos ainda no início de uma nova fase e temos muito a caminhar. O poder público vai evoluir na medida e direção que a sociedade determinar. Se hoje o movimento ainda é pequeno, e a realidade às vezes assustadora, não podemos deixar de pensar que não temos uma cultura de participação e isso demora a ser construído. Aqui no estado contamos com um Ministério Público atuante o que, sem dúvida, já é uma resposta da sociedade a esta necessidade de mudança.






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