População reclama de constantes assaltos na Praça dos Esportes
Publicado no Dia 08/10/2008
Nara AndradeRaul Pereira

Para usuários falta policiamento para garantir segurança na Praça dos Esportes
Inaugurada há menos de seis meses, a Praça dos Esportes já conta com vários usuários permanentes, que vão todos os dias praticar alguma das modalidades oferecidas no local, ou mesmo fazer a sua caminhada diária. No entanto, as pessoas que costumam freqüentar o local estão preocupadas com um problema que já virou rotina nas proximidades da praça. Quase todos os dias pessoas são assaltadas.
O funcionário público que preferiu ter sua identidade preservada comentou que desde a inauguração todos os dias vai a praça por volta das 18h fazer sua caminhada e, ultimamente, deixou de levar aparelhos eletrônicos como celular, mp3 players, até mesmo o relógio ele tem deixado de usar, para não chamar a atenção de quem está com a intenção de fazer o assalto.
"No início eu sempre levava comigo o telefone celular e um mp3 player, além do relógio e da carteira. Hoje não levo mais nada. também costumava ir caminhando já que moro perto, mas como as ruas são escuras também optei por vir de carro para me sentir mais seguro, uma pena um local tão agradável ser prejudicado por essas pessoas que só que só querem fazer o mal. Uma vez vinha caminhando e vi uma moça que estava caminhando ser abordada por dois adolescentes e entregar um aparelho de mp3 e o celular", explica.
A Praça dos Esportes é freqüentada por pessoas de todas as idades. Os adolescentes que praticam algumas das modalidades coletivas oferecidas no local, como o vôlei, o basquete e o futsal, também são alvo dos assaltantes pois muitos possuem celular e utilizam a bicicleta para ir para a praça.
Na última segunda-feira, 6, depois de um jogo de basquete com amigos, o adolescente José Antônio Câmara Júnior, de apenas 15 anos, foi abordado por um jovem portando uma arma que o ameaçou e levou sua bicicleta. Júnior já foi assaltado outras duas vezes nas proximidades do local, uma delas, no Memorial da Resistência.
"Uma praça que deveria ser um lugar de diversão, não tem segurança para as pessoas que freqüentam o local. É uma vergonha uma criança ser assaltada com uma arma ameaçando. Meu filho não volta nunca mais naquele lugar", comenta indignado o pai do adolescente, José Antônio Câmara.

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