Trabalhadores entram em greve em cinco prestadoras de serviço
Publicado no Dia 20/11/2009
Denise Santos
A Petrobras vive mais um momento delicado com uma série de greves envolvendo os funcionários das empresas prestadoras de serviços da estatal. Dois motivos que estão desencadeando essas paralisações. O primeiro é a data base da categoria e o segundo o descumprimento de acordos e o não pagamento de encargos sociais, como férias, depósitos do FGTS, e até atraso no pagamento de salários por parte de algumas empresas. "Estamos passando por momentos difíceis. Algumas empresas assumem a responsabilidade junto a Petrobras que muitas vezes não podem cumprir. Com isso quem está sendo prejudicado são os trabalhadores. Os sindicatos estão buscando conversar com essas empresas prestadoras de serviço, mas elas não estão atendendo as nossas reivindicações, que é obrigá-las a cumprir suas obrigações. Em virtude disso alguns empregados, não suportando mais a falta de respeito decidiram entrar em greve", informou José Antônio de Araújo, dirigente do Sindicato dos Petroleiros de Mossoró e Região. Arismar Alfredo da Silva, diretor do Sindicato dos Metalúrgicos de Mossoró e Região Oeste, informa que seis empresas prestadoras de serviços já estão em greve por tempo indeterminado e outras mais estão prestes a aderir a greve. Segundo ele, a situação é preocupante, já que as empresas não têm sinalizado com propostas que atendam as reivindicações da categoria. "Temos sentido certo desinteresse por parte das empresas em negociar com a categoria. O sindicato se manterá firme na defesa dos trabalhadores. Precisamos mostrar que da forma como vem sendo praticado está se tornando inviável para os trabalhadores", disse o sindicalista. No próximo dia 24 vai acontecer uma reunião do Conselho Deliberativo da Federal Única dos Petroleiros, Fup, e é provável que todo o setor petrolífero do Brasil entre em greve. "São 17 sindicatos em todo Brasil que poderão deflagrar uma greve geral a partir do dia 27. Isso representa parar o setor até que as reivindicações sejam aceitas. Com essa paralisação 2 milhões e 700 mil barris de petróleo poderão deixar de ser produzidos. Ou seja, as onze refinarias de petróleo do Brasil par am suas atividades", informou José Antonio de Araújo. José Antônio informa também que essa paralisação só não vai acontecer se a Petrobras atender todas as reivindicações da categoria. "Estamos lutando pela reposição da inflação de 3,75% mais 10% de ganho real; auxílio alimentação no valor de R$ 500,00; abono de férias de 100%; estabilidade 2 meses antes e 6 meses depois da data base; plano de cargos, carreira e salário; auxílio material escolar no valor de R$$300,00; implantação do Programa de Inclusão digital; política contra o assédio moral e implantação do auxílio do auxílio educação, onde a empresa será obrigada a devolver parte dos valores gastos com educação", declarou. O setor vive momentos delicados. Segundo o sindicalista especificamente em Mossoró algumas crises já foram superados. "Já passamos pela crise das demissões. Os sindicatos se uniram e exigiram a confirmação dos investimentos da Petrobras em Mossoró e o problema foi sancionado. Agora estamos vivendo esse momento difícil com as empresas que persistem em não cumprir com as suas obrigações. É importante a união da categoria, já que os benefícios conquistados são para todos", destacou o José Antônio de Araújo.

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