Corpo de Bombeiros emperra liberação de novo
Publicado no Dia 10/03/2010
Denise SantosRaul Pereira

Barreiras físicas e grades de proteção foram construídas na arquibancada e na geral
Mesmo depois de quarenta dias interditado o Estádio Manoel Leonardo Nogueira continuará sem receber jogos oficiais. A decisão foi anunciada hoje pelo presidente da Liga Desportiva Mossoroense, Francisco Manoel Filho. A celeuma continua por que o visto que o termo de comprometimento entregue pela prefeitura não foi aceito pelo Corpo de Bombeiros. "Segundo o comandante do Corpo de Bombeiros, no documento a prefeitura não especifica datas para a realização das obras e não dá a certeza que fará as obras exigidas pelo órgão. Entendemos que essa decisão é radical e sem muita lógica", declarou revoltado o presidente da Liga Desportiva Mossoroense, Francisco Manoel Filho.
Segundo o chefe de engenharia da prefeitura, Yuri Tasso, que no documento que foi entregue pela prefeitura está tudo que ficou acordado com o Corpo de Bombeiros. "Vamos tomar pé do assunto e saber o porquê da não-liberação, visto que todas as exigências foram cumpridas. Além disso, tudo que consta no documento foi o que acordamos em reunião com o Corpo de Bombeiros. Vamos mais uma vez procurar saber o que está emperrando a liberação", informou Yuri.
Há mais de quinze dias a prefeitura de Mossoró tomou a frente das negociações e formou uma comissão para discutir e agilizar o processo de liberação do estádio. De imediato todas as obras emergenciais, exigidas pelo Corpo de Bombeiros no estádio Leonardo Nogueira, foram realizadas e um termo de comprometimento foi entregue ao órgão garantindo a continuidade das adequações de segurança no Nogueirão, já que a LDM - entidade que administra o estádio - não dispõe de condições financeiras para executar. Algumas barreiras físicas e grades de proteção foram construídas na arquibancada e também na parte onde está situada a geral.
Enquanto isso, o estádio está recebendo as obras emergenciais por consequência de suas limitações. Por determinação do Corpo de Bombeiros e Polícia Militar foram construídos muros com aproximadamente 1,80m de altura, indicando que parte da arquibancada se encontra interditada, justamente a área que não passou por reforma em 2004 e que representa certo risco em sua parte estrutural.
Ainda por indicação da Polícia Militar, grades de proteção também foram postas em parte da geral para impedir o contato das torcidas adversárias, dentro do estádio, em dia de jogos, diminuindo os riscos de confronto. Com o serviço realizado, a PM já sinalizou a liberação do laudo aprovando o estádio para abrigar as partidas com capacidade reduzida para 4 mil pessoas, faltando agora somente o do Corpo de Bombeiros, o que não tem prazo para acontecer.
A reportagem do CORREIO DA TARDE entrou em contato com o Corpo de Bombeiros, mas o soldado de plantão disse que não estava autorizado a dar nenhuma informação sobre o assunto. Insistimos em falar com o comandante Tenente Queiroz, mas não obtivemos êxitos.

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