Edição Número 1.392 - Ano V - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 02 de Setembro de 2010.
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SMS realiza medida emergencial para suprir déficit de profissionais

Publicado no Dia 09/12/2009
Bárbara Abreu

Uma medida emergencial e temporária está sendo tomada pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) para suprir o déficit de profissionais da saúde na capital. Um convênio entre a Secretaria e a Cooperativa dos Médicos (Coopmed) deve ser firmado para contratação de profissionais em número suficiente para preencher a falta de médicos nas escalas das quatro unidades de pronto-atendimento de urgência: Cidade da Esperança, Cidade Satélite, Hospital dos pescadores e Hospital Infantil Sandra Celeste.

A titular da SMS, Ana Tânia Sampaio, disse que o convênio é uma forma de amenizar a situação durante o período de fim de ano. "É uma medida emergencial orientada pelo Ministério da Saúde para oferecer melhores condições de atendimento em uma estrutura tão sucateada como essa. É um contrato temporário, com um prazo de 30 dias, para suprir a alta demanda de atendimentos ocorridos entre dezembro e janeiro e o possível surto do vírus H1N1, após o Carnatal", frisa. Ela explica que o trabalho que está sendo feito é de uma análise de todas as escalas e completar as que faltam com profissionais via Coopmed.

De acordo com ela, a soma de plantões descobertos está em uma faixa de 5 a 8 por semana em cada uma das quatro unidades de saúde, e a Secretaria deverá pagar R$ 750 por cada plantão. Porém, ela frisa que o convênio ainda não foi assinado pela SMS.

"Ontem à noite recebi novos dados de que com o atual efetivo de médicos não existiria a necessidade de novas contratações, mesmo que temporárias. O número apresentado, seria suficiente para atender a demanda. Portanto, vamos estudar e analisar esses novos dados, pois não realizaria um convênio desses sem a extrema necessidade. É importante destacar que o contrato ainda não foi assinado. Vamos avaliar o quadro de médicos, e saber por que eles não estão cumprindo a carga horária. Ainda hoje, a secretaria se posicionará se opta pelo acordo ou não", justifica.

Unidades de saúde

Ana Tânia afirma ainda que "as unidades vão continuar do mesmo jeito, pois é apenas um convênio temporário. É um paliativo para amenizar os problemas de fim de ano". Com nove processos seletivos abertos, o órgão não consegue atrair médicos para a rede, que atualmente precisa de pelo menos mais 100 servidores para funcionar normalmente. Em Natal, existem cerca de 200 médicos lotados pelo município e uma deficiência de outros 100 profissionais. O baixo salário oferecido é apontado como principal desinteresse pelas vagas abertas pela SMS. "A nossa maior dificuldade é não haver um atrativo real para garantir profissionais e fortalecer a atenção básica", revela a secretaria. Segundo ela, foi encomendado um projeto para a Fundação Getúlio Vargas, com o objetivo de solucionar os problemas da saúde da cidade e maneiras de atrair esses profissionais, através de um novo plano de Cargos, Carreiras e Salários.






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