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Edição Número 1.815 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012.
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Mesmo com apelo de Wilma, médicos da rede estadual entram em greve



Publicado no Dia 09/02/2010
Bárbara Abreu

Alex Fernandes
Um dos diretores do Sinmed, Pedro Raimundo, garante que pacientes não ficarão sem atendimento
Os 26 hospitais estaduais do Rio Grande do Norte ficarão com o atendimento defasado com a greve dos médicos, iniciada na manhã de hoje. Cerca de um terço dos 1.600 profissionais da área em todas as especialidades estão paralisando suas atividades reivindicando melhores condições salariais, além da criação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários. Nesta segunda-feira (8), depois que a categoria já havia informado o indicativo de greve, a governadora Wilma de Faria se manifestou e pediu ao Sindicato dos Médicos (Sinmed) que não realizasse o movimento. Como nenhuma contraproposta oficial foi realizada pelo Governo do Estado, a greve foi iniciada.

Segundo o clínico geral e um dos diretores do Sinmed, Pedro Raimundo, apesar do movimento, a população continuará tendo o atendimento necessário, inclusive durante o carnaval. "Os 30% do efetivo funcionando previstos por lei está sendo cumprido. No período carnavalesco, se a escala normal for, por exemplo, de três médicos por plantão, haverá com certeza um médico para realizar os atendimentos", revela. No hospital Walfredo Gurgel, unidade que mais deve ser atingida com a paralisação, estarão sendo atendidos apenas os casos de urgência e emergência. Os atendimentos pediátricos estão sendo encaminhados para os hospitais Sandra Celeste, Maria Alice Fernandes e Santa Catarina.

A dona de casa, Netânia da Silva veio com o sobrinho Wanderley Fereira de10 anos, do município de Pureza, há 65 quilômetros da capital. O garoto precisou de atendimento após uma viga de cimento cair em cima do seu pé esquerdo. "O pé está muito inchado e ele reclama de dores. Não é mais de urgência, pois o acidente foi domingo (07) e não sei se vai ter médico para nos atender", afirmou Netânia pacientemente.

A pediatra e uma das diretoras do Sinmed, Giana da Escócia, ressalta que "ninguém ficará sem atendimento médico.Não prejudicaríamos a população", acrescentando que as reivindicações da categoria "já se arrastam por anos, sem perspectiva nenhuma de melhora. Nossas condições salariais não condizem com nosso trabalho e responsabilidades", protesta. Os médicos que cumprem jornada de 20 horas semanais, recebem R$ 1.050, além de uma gratificação no valor de R$ 1.100. A solicitação é que o salário passe a ser R$ 7.200. "O Plano de Cargos, Carreiras e Salários já foi aprovado na Câmara Municipal de Natal para os profissionais da rede privada. Já é um grande passo para que seja realizado na rede pública de saúde e que se estenda por todo o RN", acredita a médica.

Contraproposta

A governadora Wilma de Faria se reuniu na manhã de hoje e parte da tarde, na Secretaria Estadual de Saúde (Sesap), com o titular da pasta, George Antunes e o secretário-adjunto de saúde, João Albérico, juntamente com a Secretaria de Administração e Recursos Humanos (Searh) e a Secretaria de Planejamento (Seplan) para trabalhar uma proposta que seja condizente com os anseios da categoria. O secretário João Albérico informou ainda que "a Governadora Wilma de Faria deixou claro que a população não deve se preocupar com os atendimentos de urgência e emergência durante o período da greve, pois o próprio sindicato dos médicos garantiu que estes serão mantidos", finaliza.






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