Carlos Eduardo começará articulação quando assumir comando do PDT
Publicado no Dia 03/07/2009
Allan Darlyson
O ex-prefeito de Natal, Carlos Eduardo Alves (PDT), começará a articular uma aproximação entre o PDT e os partidos da base aliada do presidente Lula (PT) no Estado, que é comandada pela governadora Wilma de Faria (PSB), no momento em que assumir a presidência da sigla, em setembro desse ano. O anúncio foi feito ao CORREIO DA TARDE, durante o lançamento do livro "Hotel de Trânsito" de Cassiano Arruda Câmara, na última quarta-feira (1º).
Carlos Eduardo disse que já existem conversas informais, no sentido de aproximar o PDT do governismo. No entanto, ele faz questão de frisar que as articulações oficiais só serão iniciadas quando ele for presidente do partido, ou seja, quando tiver autonomia o suficiente para falar pela legenda.
Bem avaliado nas pesquisas de opinião pública, principalmente na região da Grande Natal, o pedetista é pré-candidato ao governo do Estado e pleiteia o apoio da governadora Wilma de Faria (PSB) e do senador Garibaldi Filho (PMDB), além das demais legendas lulista, em uma união da base de Lula em torno do seu nome.
O ex-prefeito já conseguiu unir a base em 2008, quando articulou o apoio dos partidos aliados à candidatura da deputada federal Fátima Bezerra (PT) para prefeita de Natal, em 2008. O desafio do governadorável será conseguir a união dessas legendas em nível estadual e em torno do seu nome.
Além de Carlos, a base governista ainda tem mais três pré-candidatos ao governo - o vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB), o deputado federal João maia (PR) e o presidente da Assembleia Legislativa (AL), Robinson Faria (PMN). Para viabilizar sua candidatura com o apoio dos demais governadoráveis, o pedetista terá que se integrar à base o mais rápido possível.
No entanto, o PDT faz oposição ferrenha à governadora Wilma de Faria. Além do atual presidente da sigla, deputado estadual Álvaro Dias, a deputada Gesane Marinho, vice-presidente do partido, e a vereadora Sargento Regina, presidente municipal da legenda, não cogitam a ideia de compor o sistema wilmista. Convencer os companheiros de partido a migrarem para o governo será uma outra tarefa difícil para o pré-candidato a governador.
Questionado sobre o posicionamento de Álvaro, Gesane e Regina, o ex-prefeito disse que respeita a opinião deles, mas adiantou que irá conversar com os companheiros a união da base de Lula no Estado.

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