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Edição Número 1.815 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sexta-feira, 03 de Fevereiro de 2012.
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Wilma de Faria acredita que Henrique é inocente



Publicado no Dia 07/12/2009
Fabiano Souza

A governadora Wilma de Faria (PSB) manifestou solidariedade ao deputado federal Henrique Eduardo (PMDB), que teve seu nome citado entre os recebedores do "Mensalão do DEM", termo utilizado para definir o suposto pagamento de propina por parte do governador do Distrito Federal (DF), José Roberto Arruda (DEM), a deputados para atenderem seus interesses.

Wilma de Faria disse, por meio do Twitter, que acredita na inocência do deputado. Segundo ela, o nome do peemedebista foi citado como um dos participantes do esquema de corrupção por inveja de adversários. "Gostaria de declarar minha solidariedade ao deputado Henrique Eduardo. Estou convicta de que a denúncia feita contra ele é uma armação", afirmou.

A governadora, de maneira enigmática, faz menção a inimigos políticos de Henrique, ao defender a inocência do peemedebista. "Digo a ele que o sucesso causa inveja aos inimigos declarados e, principalmente, aos inimigos ocultos", prossegue Wilma de Faria, dando a entender que sabe a identidade do "inimigo oculto de Henrique".

A governadora, de maneira enigmática, faz menção a inimigos políticos de Henrique, ao defender a inocência do peemedebista. "Digo a ele que o sucesso causa inveja aos inimigos declarados e, principalmente, aos inimigos ocultos", prossegue Wilma de Faria, dando a entender que sabe a identidade do "inimigo oculto de Henrique".

A participação do peemedebista foi cogitada ontem, após a divulgação de um vídeo conseguido pela equipe de reportagem do portal IG. No vídeo, o ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, e o empresário Alcir Collaço, dono do jornal Tribuna do Brasil, conversam sobre números que traduziriam valores remetidos a parlamentares do PMDB.

Além de Henrique, foram citados os deputados Tadeu Filippelli (DF), Eduardo Cunha (RJ) e o presidente da Câmara, Michel Temer (SP). O diálogo mostra a conversa de Durval e Collaço sobre o pagamento de R$ 800 mil mensais em troca do apoio a Arruda. Do valor total, teria sido pago R$ 500 mil para Filippelli e R$ 100 mil para cada um os outros três. Agravação mostra Collaço explicando, detalhadamente, como o dinheiro era distribuído.

Em determinado instante do vídeo, Durval diz: "Arruda dá R$1 milhão por mês para o Filippelli". Nesse momento, Collaço interrompe para explicar a divisão. "São 800 'pau'. (São) R$ 500 mil para o Filippelli para fazer... (pausa). Vai R$ 100 mil para o Michel (Temer), R$ 100 mil para o Eduardo (Cunha) e R$ 100 para o Henrique Alves. São 800 pau", enfatizou.

Senadores cobram punição de envolvidos em escândalo

O escândalo de corrupção que atingiu o governo do Distrito Federal foi o principal assunto abordado pelos senadores na pultima sexta-feira (4), em Plenário. O senador Pedro Simon (PMDBRS) voltou a apontar a impunidade como um dos maiores problemas do país. Segundo ele, "a corrupção no Brasil daria para comprar panetones para todos os habitantes do planeta". O senador Cristovam Buarque (PDT-DF) disse que o Distrito Federal tornou-se um "mar de lama".

Por sua vez, o senador Mozarildo Cavalcanti (PTB-RR) disse que os brasileiros já não acreditam nas instituições por causa da corrupção. E o senador Mão Santa (PSC-PI) afirmou que as gravações e as imagens envolvendo o governador do DF José Roberto Arruda (DEM) e seus assessores mostram um "tsunami de corrupção".

Mozarildo destacou que as instituições e a imprensa têm papel importante na conscientização da população. Ele informou que a loja maçônica Grande Oriente do Distrito Federal lançou a campanha "Novo Brasil, ética, moral e dignidade: a responsabilidade é de todos nós". A imprensa, observou, precisa continuar a apontar irregularidades e cobrar punição dos culpados, mas, em sua opinião, precisa também conscientizar a população sobre as causas de o país ter políticos corruptos.

Ao se referir à afirmação do governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda, flagrado recebendo um pacote de dinheiro, de que os recursos seriam destinados à compra de panetones para os pobres, Pedro Simon foi enfático: "A corrupção no Brasil seria suficiente para comprar todos os panetones do mundo, para muitos natais que ainda virão. Quem sabe, pelo menos, um panetone para cada um dos quase sete bilhões de habitantes do planeta, neste Natal", alfinetou o senador.

Cristovam referiu-se às desilusões do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que disse acreditar na ira popular para combater a desmoralização da atividade política no Brasil. Cristovam enfileirou-se com Simon no entendimento de que não há mais esperança, mas sublinhou que não se pode perder a vontade de lutar.

"E para ter a vontade de lutar, pode-se até não ter esperança, mas tem-se que ter um objetivo de onde se quer chegar. Ainda que a gente diga que não tem esperança de ver aquele objetivo na vida da gente, a gente tem que ter um objetivo. E essa é a minha reflexão: onde erramos? O que fazer?", questionou.






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