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Edição Número 1.822 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sábado, 11 de Fevereiro de 2012.
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Presidente do PT de Natal diz que partido não vai se aliar ao PSB



Publicado no Dia 10/03/2010
Allan Darlyson

Humberto Sales
Fernando Lucena fala sobre tendências na chapa proporcional para as eleições deste ano
O presidente do PT em Natal, ex-vereador Fernando Lucena (PT), informou, na manhã de hoje, em entrevista ao CORREIO DA TARDE, que o PT já tem pelo menos duas definições para a disputa majoritária deste ano: participará da disputa pela Câmara Federal em uma chapa com os partidos de grande capilaridade eleitoral e não se coligará com as legendas tradicionais na corrida por vagas na Assembleia Legislativa.

Lucena justificou a estratégia utilizando as campanhas anteriores como exemplo. “Em 2006, mantemos o mandato de Mineiro porque acertamos na coligação. Já em 2008, eu perdi meu mandato porque o partido se coligou com PSB e PMDB na eleição proporcional. Não podemos repetir o mesmo erro da eleição passada”, declarou o petista.

De acordo com o presidente do PT em Natal, caso o PT viesse a se coligar com partidos de maior expressão eleitoral na disputa pela AL, o partido seria “varrido” do legislativo estadual. “O PT não se coliga com o PSB de jeito nenhum. Nem com o PSB nem com qualquer outro partido grande. Vamos formar coligação com outros partidos pequenos ou então sairemos sozinhos”, enfatizou.

Para a Câmara Federal, a estratégia do partido será diferente. Tendo em vista que conseguir o coeficiente eleitoral para eleger um deputado é difícil para legendas de menor porte, o PT decidiu participar da coligação geral da sigla, que será composta pelos partidos que apoiam a candidatura do vice-governador Iberê Ferreira de Souza (PSB) à sucessão estadual.

“Para federal, vamos integrar o chapão, que englobará o PSB e os partidos grandes que apoiam Iberê na majoritária. Nossos representantes serão a deputada federal Fátima Bezerra, que tentará reeleição, e Geraldão [Geraldo Pinto, ex-presidente estadual da sigla]. Dessa forma, acredito que chegaremos à vitória”, afirmou.

A estratégia que o partido usará é semelhante à adotada pela legenda em 2006. na ocasião, o PT manteve o mandato do deputado estadual Fernando Mineiro devido à coligação que fez com PHS e PC do B. O parlamentar teve 22.423 votos, ficando atrás, por exemplo, do suplente de deputado Vivaldo Costa (PR), que foi escolhido por cerca de 30 mil eleitores. No entanto, devido à composição, Mineiro foi eleito e Vivaldo não conseguiu se eleger.

Para a Câmara Federal, Fátima Bezerra, que havia sido a deputada mais votada do Estado em 2002, foi a 5ª em 2006. A petista teve 116.243 votos. Na ocasião, o PT fazia parte da coligação “Vitória do Povo”, que elegeu, além dela, os deputados Fábio Faria (PMN), João Maia (PR), Rogério Marinho (PSDB) e Sandra Rosado (PSB). A última se beneficiou com os votos da coligação.

Candidatura ao Senado

Pré-candidato ao Senado federal, Fernando Lucena informou que terá uma reunião com membros do partido no próximo dia 10 de abril para tentar agregar o apoio da cúpula petista em torno de sua candidatura. Quem também pleiteia a indicação do partido é o ex-vereador Hugo Manso.

O nome escolhido fará dobradinha com a governadora Wilma de Faria, na disputa pelo Senado. Caso não haja consenso, o partido convocará os filiados para as prévias, onde os militantes decidirão o nome a ser indicado para a vaga. Lucena defendeu a participação efetiva da militância na escolha.

“Vamos conversar para chegarmos a um consenso. Mas mantenho minha candidatura até o fim. Caso meu nome não seja indicado, irei convocar as prévias, para que os filiados decidam o melhor nome. Eu acho as prévias o melhor modelo democrático de escolha, pois conta com a participação da militância. Eu sou da corrente denominada ‘PT pela base’, que defende o resgate da participação dos filiados”, finalizou.

Eraldo Paiva diz que PT pretende ampliar espaço no Poder Legislativo

Mais cauteloso do que Lucena, o presidente estadual do PT, Eraldo Paiva, enfatizou que o objetivo do PT para as eleições proporcionais deste ano é ampliar a participação do partido na Câmara Federal e na Assembleia Legislativa. Para isso, ele disse que já conversa com outras legendas que possam se coligar com os petistas.

“Com a definição do vice-governador Iberê (Ferreira de Souza – PSB) como candidato ao governo apoiado pelo partido, vamos conversar com as legendas que fazem parte da base de apoio a ele (Iberê Ferreira) para definirmos qual será a estratégia do PT para ampliar nossa participação na Assembleia e na Câmara Federal”, declarou.

Sobre a formação de aliança da sigla com o PSB, que é temido pelas outras siglas por possuir candidatos competitivos, Eraldo disse que ainda não avaliou a nominata das legendas aliadas. “O PT terá que tomar cuidado para que a aliança na majoritária não atrapalhe nossa busca pela vitória na proporcional”, advertiu.

Paiva avaliou o processo eleitoral deste ano separadamente. Para ele, o partido disputará seis eleições diferentes. “Vamos nos empenhar nas campanhas dos candidatos à presidência da República, ao governo, ao Senado, à Câmara federal e à Assembleia Legislativa. São seis eleições. Então temos que avaliar cada uma e não deixar que uma prejudique outra”, ressaltou.






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