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Edição Número 1.822 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sábado, 11 de Fevereiro de 2012.
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Henrique e Robinson se afastam por causa do PP



Publicado no Dia 20/03/2010
Allan Darlyson

Fotos: Katarina das Vitórias
Henrique Alves é deputado federal do PMDB e vinha sendo aliado do deputado Robinson Faria (PMN)
As constantes reviravoltas na política do Rio Grande do Norte colocaram o presidente da Assembleia Legislativa, Robinson Faria (PMN) e o deputado federal Henrique Eduardo Alves (PMDB) em lados opostos. Até o final do ano passado, os dois trocavam elogios. Henrique chegou até a defender o nome de Robinson como candidato ao governo pela base governista. Agora, os dois duelam pelo comando extra-oficial do Partido Progressista no Estado.

Como em todo duelo político, os ataques já começaram. Robinson Faria criticou a interferência de Henrique junto ao diretório nacional do PP. Ele classificou de ditatorial a forma como o peemedebista vem agindo para conseguir o apoio do PP à candidatura do vice-governador. O ex-aliado respondeu às críticas do presidente da AL, por meio blog do seu assessor de imprensa, Ricardo Rosado.

"Quando o deputado Robinson Faria e seu filho Fábio me procuraram duas vezes para interceder a favor deles junto aos meus amigos da direção nacional do PP, eu era um democrata, amigo e leal. Agora que ele mudou de posição, não cumpriu nada do que assegurou, quer levar o PP para criticar o Governo do presidente Lula e eu condeno junto à mesma direção nacional a incoerência das intenções, ele me acusa de usar instrumentos da ditadura", respondeu Henrique.

Henrique afirmou que vai lutar para ter o PP no palanque da base do presidente Lula (PT), no Estado. Além disso, o deputado federal acusou Robinson Faria de querer levar o PP a fazer campanha contra Lula. "Esse assunto não está encerrado. Vou atuar, com instrumentos da democracia, para evitar essa agressão ao Governo do presidente Lula, que o deputado Robinson Faria pretende cometer, mas não vai", concluiu.

Apesar do prestígio de Henrique, o presidente da AL tenta articular seus liderados que pertencem ao partido no sentido de levar a legenda para a oposição. Em resposta, o peemedebista disse que, independente da vontade dos membros do Estado, o PP vai se aliar a quem o diretório nacional decidir.

A eleição interna da comissão provisória que comandará a legenda no Estado, ocorrida na última quinta-feira (18), em Natal, confirmou a liderança do presidente da Assembleia Legislativa (AL), Robinson Faria (PMN), sobre os membros da sigla em território potiguar.

O prefeito de Lajes e presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn), Benes Leocádio, foi eleito presidente do partido pela sigla. Leocádio é liderado pelo deputado do PMN. O novo presidente defende o apoio do partido à candidatura da senadora Rosalba Ciarlini (DEM) ao governo. Robinson será o vice da democrata.

O diretório estadual do partido é formado pelos 16 prefeitos da legenda e o vice-prefeito de Natal, Paulinho Freire. Dos sete membros eleitos para a direção, pelo menos cinco são liderados de Robinson Faria. A ala governista do partido, representada pelo ex-presidente da sigla Pedro Lisboa (prefeito de Goianinha), não demonstrou interesse em disputar espaço com os liderados do presidente da AL.

Apesar de a vitória do grupo de Robinson ter sido incontestável, o presidente eleito e o ex-presidente adotaram o discurso da união. Os dois afirmaram que não existe definição da legenda quanto às eleições deste ano. Eles também reforçaram a autonomia do partido.

Ao comentar a eleição interna da comissão provisória do PP, Henrique, que articula a inclusão do partido na base governista, disse que a escolha de Benes não possui qualquer validade legal. Como o partido está sob intervenção do diretório nacional, o parlamentar acredita que qualquer decisão dos membros do diretório local não possui validade.

Segundo ele, o diretório nacional da sigla é quem decide sobre o comando do diretório estadual, no caso de interferência, como ocorreu no Estado. O deputado disse que acha improvável que a direção nacional permita a aliança do partido com o grupo que faz oposição ao governo Lula (PT) no Estado.






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