Encontro de estilos: Galeria do NAC/UFRN abre exposição hoje
Publicado no Dia 24/07/2008
Ramilla SouzaA exposição que tem início hoje já rodou o mundo sob a responsabilidade de Tereza Arruda, curadora independente. Ela chega a Natal através da coordenadora do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN, Elinete Alencar.
"Diálogos Interculturais", a ser exposta no NAC, não tem um artista plástico fixo. Ela expõe o que Tereza encontra de interessante em arte contemporânea nos países que visita e tem como objetivo fazer com que essas culturas se encontrem e travem conhecimento uma da outra.
Para a Cidade do Sol, ela trás artistas de quatro países: Japão, País de Gales, Alemanha e Brasil. Marlene Almeida e Zé Rufino representam a Paraíba e, do Rio Grande do Norte, estão expostos Jota Medeiros e Abraão Palatinik. Este último é, segundo Elinete Alencar, o inventor da arte cinética, uma mistura de arte e tecnologia.
Abraão é potiguar, mas não mora mais no Estado de nascença. Por sua contribuição para o cenário artístico nacional ele é homenageado no site do NAC, com o Museu Virtual Abraão Palatnik. "A Pinacoteca do Estado tem três obras dele e cedeu uma para a exposição. Elas são muito bem aceitas no eixo Rio-São Paulo, com preços caríssimos", destaca Elinete.
Tereza desenvolve o projeto desde 1990, quando esteve em Berlim, na Alemanha, e preparou um evento com temática artística brasileira. Daí surgiu a idéia de fazer um intercâmbio entre os artistas desse e de outros países com o Brasil. "Há a mistura de culturas entre os países, estados, artistas e idéias", diz Elinete. Na terra natal de Tereza, a exposição esteve em de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Pernambuco e Paraíba. "Nós pensamos: Por que não expor no Rio Grande do Norte", conta a coordenadora do NAC.
Tereza de Arruda realiza pesquisa continuada em busca de novos bons artistas contemporâneos. Em Natal, ela visitou várias galerias de arte e o Centro Cultural Casa da Ribeira a fim de descobrir talentos desconhecidos do grande público. A oportunidade é única, uma vez que a curadora tem contatos em vários países e estados do Brasil e tem longa carreira no trabalho de promoção de artistas plásticos e organização de exposições. "Tereza é conhece o perfil do artista contemporânea brasileira. Ela já fez a curadoria de várias exposições país e mundo afora. É extremamente experiente no assunto", destaca Elinete. Caso a curadora se interesse por algum artista potiguar deve incluí-lo na "Diálogos Interculturais".
Curadoria
"Curadoria" é o termo que se usa para conceituar o processo de concepção, organização e montagem de uma exposição. O curador é quem trata dos assuntos buracráticos e de negócio para o artista plástico, fazendo a ponte entre ele e a galeria ou entre ele e a imprensa, já que escreve textos explicando o que é a obra. Mas não é só isso: Ele atua também na escolha das obras e em como elas serão dispostas na galeria de arte.
Elinete Alencar considera o trabalho de extrema importância "Exposição que não tem curador geralmente é uma desordem", opina. Ela diz ainda que "o curador é a ponte entre artista, galeria e público" e que no Rio Grande do Norte ninguém trabalha com isso.
Dada à falta de profissionais no ramo, Tereza de Arruda ministrou, dia 22, uma oficina com o tema "Curadoria Internacional - Fomento de uma Rede Internacional". Para Elinete quem não compareceu perdeu uma grande oportunidade.
A abertura da exposição será hoje, às 19h, na Galeria Conviv'arte. Ela fica aberta à visitação de segunda a sexta, das 9h às 17h.

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