RN fica em 3º lugar no país na geração de emprego em julho
Publicado no Dia 22/08/2008
Katarina das Vitórias

O setor de comércio e serviços foi um dos que mais contribuiu para o resultado
O Rio Grande do Norte registrou em julho o terceiro melhor desempenho entre os Estados brasileiros na criação de empregos com carteira assinada, de acordo com levantamento do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O saldo entre o número de admissões e desligamentos foi de 4.343, o que representou uma variação positiva de 1,40%, acima da média nacional (0,67%) e regional (0,96%). O RN só ficou atrás do Maranhão (1,89%) e da Paraíba (1,41%).
O Rio Grande do Norte apresentou em julho o segundo melhor saldo na criação de novos postos de trabalho de toda série histórica do Caged. O número é o melhor dos últimos cinco anos no mesmo período e 10,34% maior que em julho do ano passado, quando 3.936 pessoas entraram no mercado de trabalho no Estado. Com os números dos últimos 12 meses, o estoque de mão-de-obra no Rio Grande do Norte cresceu 5,64%, o que representa 16.827 novos trabalhadores com carteira assinada.
Segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, a atividade econômica que mais contribuiu para a geração de novos empregos formais foi a construção civil, que registrou 1.457 empregos. Este resultado foi seguido pelos setores da agropecuária, que volta a contratar com o início da safra do melão em Mossoró, com 1.202 empregos formais, serviços (702), comércio (495) e indústria de transformação (435).
Em junho deste ano, ainda segundo o Caged, a performance do Rio Grande do Norte foi também surpreendente, tendo registrado o melhor desempenho na criação de empregos com carteira assinada em comparação com o mesmo período dos últimos cinco anos. Em junho de 2008, foram gerados 3.442 empregos celetistas, o que representou ainda um crescimento de 5,57% nos últimos 12 meses.
Para o secretário estadual do Desenvolvimento Econômico, Marcelo Rosado, os números alcançados são resultados da política de desenvolvimento adotada pelo Governo do Estado. "O bom desempenho que o Rio Grande do Norte está apresentando é reflexo positivo da política de atração de novos investimentos que o governo iniciou em 2003, além da concessão de incentivos fiscais para a indústria e comércio. A vinda de investimentos faz com que a cada dia mais empregos sejam gerados nos diversos setores da economia potiguar", destaca Marcelo Rosado.
Entre os municípios com mais de 30 mil habitantes, os destaques no mês de julho ficam por conta de Natal, com 1.249 empregos nos setores de serviços e construção civil; Mossoró, que contratou 1.198 no setor agrícola e de serviços, Ceará-Mirim, com 214 novos empregados no setor agrícola, Parnamirim com 162 novas vagas na indústria têxtil e Caicó que gerou formalmente 92 vagas.
Estado ainda emprega mais portadores de deficiência No Rio Grande do Norte, a distância entre o mundo do trabalho e a inclusão social e profissional dos portadores de deficiência está cada vez menor. Apenas em junho de 2008, 92 deficientes foram inseridos no mercado. Isso coloca o estado em 2º lugar no Nordeste e em 5º lugar no país na colocação de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, segundo levantamento do Ministério de Trabalho e Emprego. Esse número anima ainda mais quando somado aos seis primeiros meses deste ano, que contabilizam 300 pessoas com deficiência que ingressaram no mercado norte-riograndense.
São dados que chegam numa hora oportuna, uma vez que a Secretaria Estadual do Trabalho, da Habitação e da Assistência Social (Sethas) realiza na próxima semana a Conferência Estadual da Pessoa com Deficiência. Há 17 anos, foi criada a Lei de Cotas, um grande passo para a garantia da igualdade entre os cidadãos brasileiros. Por meio dela, as empresas que têm a partir de 100 empregados são obrigadas a reservar uma porcentagem de seu quadro para a contratação de pessoas com deficiência.
Baseando-se neste preceito legal, o titular da Sethas, Fabian Saraiva, ressalta que o Governo do Estado trabalha para incentivar os deficientes a buscar seu lugar no mercado e garantir às pessoas com deficiência o direito de ter um trabalho digno.
"Basta observar que o primeiro semestre de 2008 registrou crescimento expressivo em quase todos os meses", destaca.
O secretário acrescenta que uma das ações de sucesso da Sethas nessa área foi em junho passado, quando foi firmada uma parceria com a Sociedade Amigos do Deficiente Físico (Sadef), presidida pelo campeão paraolímpico Clodoaldo Silva. "Na ocasião, acertamos que 3% das casas construídas pela Companhia Estadual de Habitação (CEHAB) serão destinadas a pessoas com deficiência. Além disso, garantimos vagas exclusivas em cursos de qualificação profissional para esse público", detalhou Fabian.
Lei de Cotas - Ela determina que as empresas que possuem a partir de 100 empregados cumpram uma cota, proporcional ao seu tamanho, com cargos para trabalhadores reabilitados ou pessoas com deficiência. Assim, empresas com até 200 empregados deverão reservar 2% de seu quadro para atender à Lei. De 201 a 500 trabalhadores, 3%. De 501 a mil funcionários, 4%. De 1.001 em diante, 5%.

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