Sindicado dos comerciários discute base salarial 2012
Publicado no Dia 27/01/2012
Karla ViegasRaul Pereira

José Rodrigues, Gerente Geral do Secom, prevê boas novas para a categoria
Atualizado pelo governo federal, o salário mínimo para 2012 chegou a R$ 622,73. Este é o valor que está vigorando desde o dia 1° de janeiro. Passando de R$ 545 para R$ 622, o mínimo teve um aumento de R$ 77, o que corresponde a R$ 20,73 por dia e o valor pago pela hora de trabalho será de R$ 2,83.
O aumento do mínimo, no entanto, pegou de surpresa os comerciantes e comerciários em geral. Tudo porque o novo salário ultrapassou o recebido pelos empregados do setor.
E, para resolver essa problemática, o Sindicato dos Comerciários em Mossoró (SECOM) entrará em ação nos próximos dias. Já está sendo programada uma assembléia que reunirá toda a categoria para debater sobre o reajuste que deverá ser dado nos meses seguintes.
De acordo com José Rodrigues de Souza, secretário geral do Sindicato dos Comerciários em Mossoró (SECOM), toda a categoria deverá se reunir para discutir o novo piso que foi ultrapassado pelo mínimo na primeira quinzena de fevereiro.
Na ocasião os comerciários irão dar sugestões a respeito dos valores já colocados em pauta pelo Sindicato. Caso os presentes na assembléia discordem de alguma cláusula, haverá uma negociação entre a categoria.
"Estamos terminando a pauta que será discutida pela categoria durante a assembleia geral que será no início do próximo mês. Vamos tentar já sair de lá com o piso aprovado e com a pauta de reivindicação pronta para entregar a classe empresarial", disse José Rodrigues.
Segundo o secretário geral do sindicato, a pauta está em processo de montagem, e ainda, precisará passar pelo setor jurídico e Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), para só depois posteriormente ser apresentado em assembléia.
"Ainda estamos terminando de escrever a pauta. Mas, os comerciários podem ficar despreocupados que não vamos atrasar e o prazo para a reunião da categoria vai ser cumprido. Todos temos pressa em realizar a reunião e agilizar o reajuste que é justo para o setor. Até o dia 15 de fevereiro estaremos reunidos", esclareceu.
José Rodrigues, ainda informou que a data base do Sindicato dos Comerciários em Mossoró, é no mês de abril. "Tendo em vista que o tempo se aproxima, e daqui a dois meses entramos em abril, demos início à campanha salarial. Estaremos até a primeira semana de fevereiro consultando a categoria com o objetivo de colher opiniões a respeito dos valores salariais que ainda podem entrar na pauta. Precisamos ouvir e estar ciente da realidade que passa os comerciários".
O aumento do novo piso para a classe será influenciado pelo reajuste dado ao salário mínimo que sofreu elevação de 14%. Com essa porcentagem o mínimo ultrapassou o piso salarial do setor que permaneceu com a base de R$ 580,00 até dezembro do ano passado.
De janeiro a abril de 2012, a categoria passa a ter seu vencimento de acordo com o valor do salário mínimo, R$ 622,73. E somente quando o piso for aprovado passam a receber o valor que for acordado entre comerciário e comerciantes. Lembrando que após aprovado, a classe embolsará o retroativo referente aos três primeiros meses.
"Nossa categoria não precisa se preocupar. Nenhum cidadão pode ter seu vencimento inferior ao salário mínimo. Então, todos irão receber R$ 622, 73 a partir de janeiro. Até estar resolvido o piso salarial da categoria, será assim. O que não é tão ruim, já que atualmente o mínimo ultrapassou o valor pago aos comerciários.
Mas, esclarecemos também, que depois de regularizarmos essa
situação, todos irão receber o retroativo referente aos meses em que recebeu seu salário baseado no mínimo", explicou José Rodrigues.
Para o gerente geral, o propósito do sindicato é que a partir da primeira semana de março, as negociações entre eles e os empresários já estejam bem encaminhadas. "A nossa meta é que em abril o novo piso já esteja aprovado, para isso precisamos nos adiantar e entrar num acordo com o empresariado de Mossoró".
Mesmo havendo uma pequena probabilidade de não haver aceitação da pauta por parte dos empresários, José Rodrigues adianta e fala que não acredita que isso possa acontecer.
"Há uma probabilidade de não aceitação da pauta encaminhada aos empresários, isso não costuma acontecer, mas caso não haja um acordo entre as duas partes, o próximo passo é recorrer à justiça. Mas, não acredito que isso aconteça", finalizou.
Para a assembléia geral estão convocados toda a classe comerciária (comerciários e comerciantes). Após aprovação é entregue a pauta aos comerciantes (donos de lojas).

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