Edição Número 0779 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008.

Na Mira

Publicado no Dia 09/10/2008
Por Nélio Jr.
Colaboração: Kennya Amorim

Ana Paula Tabalipa

"Até hoje me perguntam se eu fui paquita, coisa que eu nunca fui na vida."

A nossa entrevistada desta semana começou a quase uma década na série "Luna Caliente", quando interpretou Elisa, que seduzia Ramiro, vivido por Paulo Betti. Dali, sua imagem de Lolita ficaria inabalada por anos e, desde então ela povoa o imaginário masculino. Em seu primeiro ensaio sensual, a atriz e apresentadora, mãe de três filhos, não se reconheceu ao ver a revista na banca. Estamos falando de Ana Paula Tabalipa, que muitos pensam ter sido descoberta na época das paquitas... Mas, em entrevista a Na Mira, a beldade que é uma das estrelas da Rede Record, afirma que nunca fez parte do time da rainha dos baixinhos, fala ainda sobre infância, maternidade e carreira.

Como você conseguiu se inserir no meio artístico?

Modelava desde os 13 anos. Fazia comercial porque sou baixinha. Nunca tinha pensado em ser atriz, aliás, ganhava muito mais dinheiro com publicidade. Estava fazendo vestibular para engenharia. Queria parar e estudar, mas ainda fiz um trabalho para o guaraná. Depois do comercial, viajei para Argentina, quando voltei para casa tinham me ligado da Globo. Pensei: como eles conseguiram o meu telefone? Eles não falavam o que queriam comigo, então eu não retornava as ligações. Depois de 2 meses, meu pai disse ''você sabe quantas pessoas queriam estar o seu lugar?'' Foi aí que procurei a emissora.

Você tem três filhos de dois casamentos diferentes... Como foi ser mãe tão nova?

Tive o Lui, meu primeiro filho, aos 22 anos. Até achei que tive supervelha, já que namorava o pai dele há 6 anos. O João (Viana, filho do cantor Djavan) é uma pessoa que eu amo e quero ter uma relação para o resto da vida. Com o meu segundo marido, o Phillipe, engravidei e casei em um mês. Com ele tive o Pedro e o Tom. Meu sonho sempre foi ter quatro meninos, um de cada pai diferente.

Como é a relação entre você e os pais dos meninos?

Eu moro perto dos pais dos meus filhos. É um apartamento com bastante espaço para as crianças. A relação entre nós é ótima. Os pais pegam as crianças de 15 em 15 dias porque eu quero me programar. A gente mora todo mundo perto, eles podem ver os meninos a hora que quiserem. O meu segundo marido, quando passa aqui, leva os três porque ele começou a viver com o Lui quando ele ainda tinha 1 aninho. O João adora meus outros filhos, mas não leva todos. O João é mais tranqüilo, são pais totalmente diferentes.

E a sua relação com as crianças?

Eu não sou muito organizada com tempo e sempre acabo achando que eu fico pouco tempo com eles. Levo para a academia de manhã, brinco na praia. Quando não estou na gravação, sou mamãe o tempo inteiro. Tenho que pagar conta, fazer compra de mercado, dar recado na agenda da professora. Os meninos costumam dizer ''mamãe, você é muito maluca''. Vira-e-mexe cortam luz da minha casa porque eu me esqueço de pagar. Quando fica tudo escuro, meus filhos dizem ''de novo!''. Mas a gente se diverte brincado no escuro.

A hora da verdade... Você foi ou não foi paquita da Xuxa?

Até hoje me perguntam se eu fui paquita, coisa que eu nunca fui na vida.

Você é vaidosa?

Eu comecei a me maquiar no ano passado. Virei menina depois dos 29 anos. Antes, ficava descalça, só vestia camiseta. Agora, estou aprendendo a ser menininha, nunca tinha ligado para essas coisas. Estou até fazendo tratamento corporal em uma clínica especializada. Devia ser o desgosto da minha mãe. Aprendi a colocar o salto para apresentar o programa "Troca de Família". Chamava até Ana Hickmann para me ensinar a andar. Comecei a treinar em casa, colocava salto para varrer, lavar a louça. Agora já consigo andar sem cair (Risos).

É verdade que você e a sensualidade não se entendiam?

Eu sempre quis ser feia, sempre tive pavor de chamar a atenção, meu pai era um militar muito bravo, ninguém mexia comigo. Eu não me considero nada sensual. Não me acho gostosa. Acho que o sensual que as pessoas falam é o meu natural. Quando fiz "Luna Caliente", ela seduzia pela inocência. A inocência era sua sensualidade. Em "Chamas da Vida" foi muito difícil compor a Raissa, ela é muito diferente de mim, muito sensual, quase vulgar. Ficava muda, não falava com ninguém até conseguir este sensual.








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