
24/07/2008
População do interior reclama falta de policiamento
Publicada na Edição Número 0681 - Ano II
Fabiano SouzaRaul Pereira
Falta de policias impede realização de pericias pelo Instituto Técnico e Cientifico de Policia
OESTE - Não é de hoje que a situação da segurança pública no Rio Grande do Norte é critica e exige investimentos urgentes, mas nos últimos anos a situação tem se tornado cada vez pior. Falta de policias para policiamento ostensivo, delegacias e unidades policiais que não dispõem de meios adequados para que os policiais possam enfrentem a criminalidade, aparecem como alguns dos problemas quem vem causando aumento da criminalidade no interior e principalmente a falta de punição aos culpados.
Em vários municípios a situação é a mesma, viaturas paradas por falta de peças ou mesmo combustível, computadores obsoletos, falta de material de expediente, armas antigas e sem munição, policiais desmotivados. Na maioria das delegacias da região o contingente policial está restrito apenas três policias que se reversam nos plantões, o que deixa a população contando com apenas um policial.
Este é o quadro geral da segurança publica nos municípios oestanos.
De acordo com especialistas em segurança publica e juristas, a crise de falta de pessoal é agravada pelas péssimas condições de trabalho enfrentadas por policiais civis e militares, sem contar com o acúmulo de serviço, constante reclamação da população e a cobrança do Poder Judiciário.
Durante visita a alguns municípios da região oeste no último final de semana, a reportagem do CORREIO DA TARDE pode observar de perto o quadro de abandono da Segurança Pública nas cidades de pequeno e médio porte. Na cidade de Martins o assassinato de um capitão do Exercito durante um assalto continua insolúvel porque falta policias para investigar o caso. A policia não tem sequer suspeitos pelo crime.
Em Serrinha dos Pintos várias ocorrências policias deixam de ser atendidas porque falta policias para realizar diligencias. No ultimo final de semana em plena campanha policia apenas um policia de serviço se encontrava na delegacia. Segundo, informações de populares essa situação tem sido comum na cidade.
Na última segunda-feira (21) em Gov. Dix-sept Rosado o Instituto Técnico e Cientifico de Policia (Itep) teve dificuldades em realizar a pericia no local onde o corpo do segurança Jucelino Ramalho de Oliveira, 39 anos, foi encontrado por falta de policiamento. Apenas um Policial Militar se encontrava no local para tentar conter a multidão que se aglomerava. Nem mesmo isolamento do local foi feito por falta de policiamento.
URL :: http://www.correiodatarde.com.br/editorias/correio_estadual-32479