
24/07/2008
Arcebispo regional nega que padre tenha acusado Gilson
Publicada na Edição Número 0681 - Ano II
O arcebispo regional da igreja católica, Dom Matias Patríciob, questionou o padre Murilo, da paróquia de Parnamirim, sobre as acusações que ele teria feito contra o candidato a prefeito do município, Gilson Moura (PV), sem provas. O padre negou a autoria das denúncias. Segundo o arcebispo, a imprensa distorceu e criou as acusações publicadas para "tentar ganhar ibope em cima do caso".
As acusações são graves. O padre Murilo teria dito, segundo um jornal local, que campanha de Gilson Moura estaria sendo financiada pelo narcotráfico, ou seja, a venda de substâncias ilegais. O que foi negado por Dom Matias, que acusou o jornal de ter criado um fato que não existiu.
O líder religioso do Rio Grande do Norte informou que teve uma conversa rápida com padre Murilo e que acredita nas palavras dele, o qual nega o fato. "Essas afirmações são falsas. O padre me disse que não fez nenhuma acusação. Até porque, como ele mesmo diz, não tem provas. Eu acredito no padre", disse o arcebispo.
O padre Murilo está em Fortaleza, onde participa de alguns cursos. Dom Matias revelou que precisa aguardar a volta do padre para conversar e entender melhor o assunto, que segundo ele, deve ser estudado antes que alguma atitude seja tomada. O arcebispo ainda disse que os padres são proibidos de lançar candidatura. Mas que podem participar das campanhas exercendo seu direito particular de cidadão.
"Cada caso é um caso. Houve um padre em Pedro Velho que decidiu se candidatar e afastou-se da Igreja. Já a situação de Murilo é diferente. Foi uma reportagem falsa que fizeram tentando colocar declarações na boca dele. Nem tudo que sai nos jornais é verdade. Pelo menos eu não acredito", declarou o arcebispo.
"Ele nunca afirmou isso. Foi invenção do jornal que publicou. O que existiu foi um boato ou comentários sobre esse assunto - da campanha de Gilson receber dinheiro de fontes ilegais - mas nunca por parte dele, nem de nós, que não levamos esses boatos a sério", disse o candidato, em defesa ao padre Murilo.
A acusação está sendo vista em Parnamirim como uma tentativa de atingir a imagem de Gilson Moura (PV), hoje líder nas pesquisas de opinião. O tiro pode sair pela culatra. Com a negativa de Dom Matias, a partir de conversa com padre Murilo, Gilson sai da condição de acusado para a de vítima e passa a receber a solidariedade dos parnamirienses por conta das invenções patrocinadas contra ele.
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