Guerra do tráfico mata mais um jovem em Mãe Luiza
Publicado no Dia 06/09/2010
Mais uma execução provocada por supostas disputas por pontos de vendas de drogas foi registrada na noite de ontem em Mãe Luiza, bairro da zona leste de Natal. Na noite de ontem o jovem Edson Soares da Silva, de 20 anos, foi assassinado com sete tiros de espingarda calibre 12 na rua Saquarema, nas proximidades da casa em que morava.
De acordo com informações da polícia, o jovem estava na porta da casa em que vivia na rua Atalaia, quando começaram os tiros. Ao invés de se proteger dentro da residência, o jovem seguiu rumo aos disparos e terminou alvejado. As informações são poucas porque a população local tem medo de falar sobre o crime organizado na região com medo de represálias. Mas parentes da vítima confirmaram que ele era usuário de drogas e se negaram a comentar do envolvimento dele no tráfico de drogas.
A polícia acredita que Edson tenha sido assassinado em vingança a morte de André Soares do Nascimento, 22, ocorrida no dia 26 de agosto, durante uma disputa por pontos de vendas de drogas na região.
De acordo com informações da polícia, no dia 26, um grupo de traficantes tentou tomar as bocas de fumo deixadas pelo traficante Leonardo Augusto do Nascimento, o "Léo Cobra", morto no dia 11 de agosto em confronto com policiais militares em Parnamirim. Mas no confronto, André terminou baleado e morreu após dar entrada no hospital Walfredo Gurgel.
O caso foi registrado na Delegacia de Plantão Zona Norte, mas o inquérito será remetido à 4ª Delegacia de Polícia (DP), do bairro, que irá assumir as investigações.
Outra execuçãoUm jovem identificado como Leandro Borges da Silva foi morto na noite de ontem, por volta das 21h, no loteamento Jardim Progresso, zona norte da capital. A vítima sofreu seis disparos e morreu no local. Segundo informações da polícia, Leandro, que respondia em liberdade por homicídio, estava próximo à uma sorveteria no momento em que um rapaz ainda não identificado efetuou os disparos contra ele. Dos seis tiros, um foi na perna e os outros cinco divididos entre cabeça e tórax, caracterizando execução. A polícia trabalha com a hipótese de acerto de contas. Populares se negaram a prestar maiores esclarecimentos sobre o crime.

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