Comerciantes ainda sonham com a chegada dos turistas
Publicado no Dia 12/05/2008
Victor Lyra Alberto Leandro

O Mercado da Redinha, que funciona há várias décadas às margens do Rio Potengi, zona norte de Natal, hoje apresenta uma situação bastante difícil. O funcionamento do local foge de sua atribuição, que seria abrigar vários pontos de estabelecimentos comerciais, sendo um espaço usado principalmente para abrigar vários bares. Além disso, está com sua estrutura física prejudicada.
Apesar de, segundo os comerciantes, a construção da Ponte Newton Navarro ter aumentado o número de turistas, ainda há da falta de condições para realizar o trabalho de maneira adequada e reivindica da prefeitura de Natal a promessa de realizar reformas na área.
Uma das pessoas que sentem esta situação na pele é a proprietária do restaurante do Mercado da Redinha. Dona Maria de Lourdes, de 61 anos, dos quais 40 foram dedicados ao trabalho no local, diz: "Estes bares têm que ser retirados da frente do mercado. Muitos dos turistas e da própria população de Natal que passam por aqui nem sabem que o estabelecimento trata-se do Mercado da Redinha, pois só vêem os bares".
Janaína da Silva, funcionária de uma barraca de variedades, uma das poucas do local, é mais uma que reclama da situação do mercado: "Não temos estrutura para trabalhar aqui. Precisa de uma reforma urgente. Para você ter uma idéia, só tem dois banheiros, e ambos sujos".
Terminal turístico
Ao lado do Mercado da Redinha, no terminal turístico, onde existem vários quiosques cedidos pelo Governo do Estado, a situação é ainda pior. Segundo os quiosqueiros que trabalham no local, falta policiamento, reformas e até mesmo serviços básicos à população, como banheiros públicos.
O presidente da Associação dos Quiosqueiros da Redinha, Aldenor do Santos, vulgo "Tubarão",de 52 anos, reclama da ausência do banheiro público. "As pessoas agora não têm como fazer suas necessidades, porque cercaram a igreja que fica próxima dos quiosques". O templo religioso era usado clandestinamente pelos banhistas como mictório, pois o banheiro mais próximo fica localizado no mercado.
O quiosqueiro se queixou também da falta de reformas e insegurança no local."A última pintura que fizeram nos quiosques foi há dois anos. Além do mais, tem muito marginal e a polícia quase não aparece por aqui".
Garçom de outro quiosque do terminal, Matuzalém Alves, de 25 anos diz que "o movimento melhorou aqui depois da construção da Ponte. Estamos até conseguindo lucrar um pouco mais. Mas do que adianta se não podemos oferecer segurança e ao menos um banheiro para a população que nos visita?", questiona.

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