Edição Número 0779 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008.
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Via Costeira: novo cartão postal

Publicado no Dia 28/07/2008
Allan Darlyson

Fotos: Katarina das Vitórias
A duplicação da Via Costeira é esperada por hoteleiros e demais investidores no potencial turístico do Rio Grande do Norte. O projeto prevê a criação de uma ciclovia, a reconstrução da cerca do Parque das Dunas, que é uma Área de Preservação Ambiental (APA), além de prever melhor iluminação para a via e a melhoria do tráfego naquele trajeto. O secretário Estadual de Turismo, Fernando Fernandes, acredita que a obra vai transformar a Via Costeira em um novo cartão postal da cidade do sol.
Ele também considera que o projeto de duplicação da avenida vai beneficiar principalmente ao natalense e segundo ele, o que é bom para o cidadão também é bom para o turista, que irá usufruir de mais uma beleza em Natal.

"Vamos ter uma avenida mais bonita, que atrairá os olhares de todos. Com uma nova estrutura, boa iluminação, ciclovia e adequação do trânsito, teremos mais um motivo de alegria e satisfação ao passar pela Via Costeira", defende o secretário.

O titular da Setur também falou sobre a importância da obra de duplicação para melhorar o trânsito da capital e completar o roteiro turístico de belezas do RN. "Com a construção da Ponte forte-redinha, o trânsito aumentou na Via Costeira e é necessário que se façam obras estruturantes para acompanhar esse crescimento. Sem contar que quem passa pela ponte e segue pela Via Costeira vai ter o prazer de se maravilhar com a beleza das duas construções", supõe Fernando Fernandes.

Atualmente, o local a ser duplicado não têm estrutura de um ponto turístico. O asfalto apresenta problemas, a cerca que protege a APA do Parque das Dunas está deteriorada. Há pouca sinalização, faltam retornos e é gritante a insegurança para quem anda pelo calçadão.

Semurb apóia realização das obras

Em audiência pública, realizada no Departamento de Estradas e Rodagens do Estado (DER), a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Urbanismo (Semurb) sinalizou que vai conceder a licença ambiental pleiteada pelo Governo do Estado para realizar a duplicação da Via Costeira.

O órgão municipal fez alterações no projeto e apresentou uma contraproposta aos representantes de diversos seguimentos interessados. Segundo a titular da pasta, Ana Mirian Machado, a audiência foi realizada com o objetivo de ter o máximo de contribuições possíveis para melhor adequação ambiental. Além de tentar apresentar o mínimo de impactos ambientais.

Preocupada com o debate sobre o Parque das Dunas, Ana Mirian Machado revela que a principal discussão será em torno dessa Área de Proteção Ambiental (APA). "O Parque das Dunas é o centro das discussões que divide opiniões e as adequações serão feitas para que não tenhamos nenhum prejuízo com relação a essa importante APA", afirmou.

A Semurb estipulou um prazo de 30 dias após a audiência para a entrega do licenciamento. Assim que o documento for concedido, o DER tem permissão para começar as obras. Entre as mudanças previstas com as obras estão, além da duplicação, a criação de retornos, a construção de vias para pedestres e ciclistas, e o processo de organização ambiental, que começa com incentivo a campanhas educativas no bairro de Mãe Luíza.

Uma das exigências do órgão ambiental para a aplicação do projeto é o monitoramento de águas no subsolo correspondente ao território da obra. Os ambientalistas cogitam que o aumento no tráfego de veículos pode acarretar em uma pressão que poderá prejudicar a qualidade da água. O que será evitado pelo controle proposto no projeto.

Na conclusão da Semurb sobre a licença ambiental, o órgão deixou claro que pretende conceder licença ao projeto, o qual foi modificado de acordo com os requisitos propostos pela secretaria. Mas a titular da pasta deixou claro que todos os acessos têm de está dentro da lei. Outra exigência da gestora é a reconstrução da cerca do Parque das Dunas, que se encontra deteriorada e o espaço desprotegido.

A Semurb, apesar de já sinalizar apoio à duplicação, marcará uma nova audiência pública para discutir melhor o projeto com a população. A data ainda não foi divulgada pelo órgão. As audiência têm o propósito de sugerir mudanças para adequações ambientais. A hipótese de recusa da duplicação é descartada pelos ambientalistas.






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