Edição Número 0779 - Ano II - Natal e Mossoró, Quinta-feira, 20 de Novembro de 2008.
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Mossoró aposta na tradição para alavancar atividade turística

Publicado no Dia 01/09/2008
Allan Darlyson

Ilana Albuquerque
Principais hotéis tem ocupação média de 70% devido ao turismo de negócios e eventos.
O turismo no Rio Grande do Norte já começa o processo de interiorização, com a valorização de atrativos dos municípios que se localizam no interior do Estado. Com a descentralização da atividade, antes só incentivada na região litorânea, as cidades do interior começam a se preparar para receber cada vez mais visitantes. O número ainda é considerado baixo, mas tende a aumentar, segundo previsões da Secretaria estadual de Turismo (Setur).

Segunda maior cidade do RN, com cerca de 230 mil habitantes, Mossoró se apóia nas tradições e no passado ilustrado de histórias de resistência e pioneirismo de seu povo, para preparar um futuro considerado, pelos investidores do município, promissor no Turismo. A cidade que se antecipou à libertação da escravatura, combateu o bando do cangaceiro Lampião e foi berço da primeira eleitora da América Latina, abre espaço para que visitantes de todo Brasil possam conhecer sua história.

Mossoró possui boa infra-estrutura e forte elo cultural com sua população, que valoriza a cultural local e está a todo tempo demonstrando o amor que sentem pela terra que derrotou Lampião.

Os bacharéis em turismo acreditam que o município tem grande potencial para se tornar um dos maiores núcleos receptores de turistas que buscam conhecer as belezas e a cultura nordestina, devido a Mossoró ter o diferencial de poder oferecer aos seus visitantes a possibilidade de conhecerem a caatinga, por exemplo, além de sua riqueza histórica.

Se deslocando apenas 40 minutos da cidade, os visitantes também podem conhecer as belas praias de Areia Branca, único lugar do mundo onde o há o encontro do Mar com o Sertão.

Os principais pontos de visitação da cidade do sal e do Petróleo são: a Igreja de São Vicente, onde ocorreu o confronto com o bando de Lampião; o memorial da resistência, que conta a estória da invasão; o Teatro Municipal Dix-Huit Rosado, a Catedral de Santa Luzia, a Biblioteca Ney Pontes Duarte, a Estação das Artes, o Mossoró West Shopping, a antiga Ponte de Ferro, a extração de petróleo, as belas salinas e a Avenida Rio Branco, considerada exemplo de urbanização.

Atualmente, Mossoró tem em seus principais hotéis uma ocupação que varia entre 60% e 70%. Devido ao turismo de negócios e eventos, essa ocupação chega a 100% em períodos de festas e eventos como o Mossoró cidade Junina, que se tornou uma das maiores festas do Nordeste; a feira Internacional de Fruticultura Irrigada (Exppofruit) e a Feira da Indústria e Comércio da Região Oeste (Ficro).

Estudantes de Turismo acreditam no potencial da Região Alto Oeste

Todos os anos, estudantes de vários municípios do Rio grande do Norte deixam as cidades em que nasceram para se dedicar a formação no curso de Turismo da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (Uern), em Mossoró. Eles acreditam que a atividade terá grande crescimento na região do Alto Oeste e vêem na segunda maior cidade do Estado a oportunidade de ingressarem no mercado de trabalho através da atividade turística. Foi assim com o universitário André Luiz, 20 anos, de São João do sabugi.

O estudante, que deixou sua cidade acreditando no potencial do Alto Oeste, ainda não vê com muito otimismo a atual situação da atividade turística na região. Mas acredita que Mossoró e as cidades vizinhas tendem a conquistar um número maior de visitantes, no decorrer dos anos.

"A atividade ainda é muito fraca, com exceção dos períodos em que há a realização de eventos no Alto Oeste. Se comparado as cidades de Martins e Portalegre, que já recebem um número significativo de visitantes, o turismo no daqui é muito pequeno", criticou.

André comenta que apesar de constatar ainda um número pequeno de visitantes, vê na área uma oportunidade crescente para várias regiões do Rio Grande do Norte. "Em Mossoró a rede hoteleira se mantém com o que alguns autores chamam de turismo de negócios, mas que eu não considero turismo", declarou.

O fato da região ainda ser pouco desenvolvida no ramo do Turismo foi um dos fatores que levaram o jovem a querer participar da alavancada da atividade na região. "O alto Oeste é uma região muito boa e o Turismo ainda não está tão desenvolvido como em Natal. Esse foi um dos fatores que me levaram a sair de minha terra tão amada", contou.






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