Bancos entram em greve na terça
Publicado no Dia 26/09/2008
Salvina MirandaAlberto Leandro

População deve resolver pendências bancárias na boca do caixa até segunda-feira
Na noite de ontem, em assembléia realizada no auditório do Sindicato dos Professores, os bancários de todo o Rio Grande do Norte rejeitaram as propostas dos banqueiros e decidiram pelo indicativo de greve, que deve ser instaurada na próxima terça-feira (30) sem data prevista para ser finalizada, seja nas unidades públicas ou privadas.
Ontem, os bancários do Unibanco e da Caixa Econômica Federal, localizadas na Rua João Pessoa, em Natal, atrasaram o atendimento nas agências em uma hora como forma de protesto ao não cumprimento das reivindicações da categoria, que pede o reajuste salarial de 31,34%, enquanto os bancos propõem apenas 7,5%.
Entre os mais de 200 funcionários que estavam presentes na assembléia de ontem, apenas dois votaram contra ao movimento. Segundo o diretor de finanças do Sindicato, Juvêncio Hemétrio, a paralisação já esta confirmada para o Rio Grande do Norte, porém, vários estados brasileiros ainda não votaram pelo indicativo. "Em regiões do País as assembléias serão realizadas hoje e na segunda. Mesmo assim, todo o Brasil deverá aderir ao movimento", disse.
A não convocação dos aprovados nos últimos concursos públicos é outro motivo que leva a categoria à greve. Sem essas contratações os bancos ficam com o número de funcionários defasado, provocando assim filas inacabadas nos atendimentos de "boca de caixa". Juvêncio esclarece que o crescimento nos lucros dos bancos é maior do que o crescimento em qualquer outro setor da economia, no entanto, a proposta apresentada pelos banqueiros e governo não é condizente com a atual realidade financeira das instituições.
Juvêncio Hemétrio ainda fala que, após a greve instituída, todos os dias serão realizadas assembléias, onde será estudada a situação do movimento no Estado e em todo o Brasil. "Nesses encontros nós avaliamos as possíveis propostas dos banqueiros, estudamos formas de como entrar em acordo, e fazemos análises de como está o movimento nas outras regiões do Brasil", explica.

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