Idosos comparecem e adolescentes foram minoria
Publicado no Dia 06/10/2008
Ilana Albuquerque

De cadeira de rodas, João Batista da Cunha, 76 anos, votou com a ajuda da filha
Enquanto muitos se queixam da obrigação de votar, justificando a desilusão com a política, alguns dos que não são obrigados a comparecer às urnas fazem questão de fazê-lo, mesmo com muita dificuldade. No Colégio das Neves, na 1ª zona eleitoral de Natal, o aposentado João Batista da Cunha, 79 anos, foi votar de cadeiras de rodas com a ajuda da família. Na urna, o eleitor, também com dificuldade de movimento nas mãos, fez questão de digitar os números de seus candidatos com o apoio da filha e, na saída, justificou o esforço: "Faço questão de votar. Gosto do meu candidato".
E não foi difícil ver uma pessoa maior de 65 anos votando. Com idades variadas eles compareceram mesmo a participação ser facultativa. A aposentada Odete Fernandes, de 69 anos afirma que enquanto viver continua votando e que tinha candidato decidido. José Teixeira Damasceno conta que nunca deixou de votar, desde que possível, ao longo dos seus 76 anos. "Estou aqui porque quero dar meu voto a alguém que tenha interesse. Tenho esperança de melhorias", declara.
O pintor Joaquim Ferreira Neto tem 57 anos. Apesar de ainda ser obrigado a exercer o voto, ele poderia não fazê-lo devido às duas tromboses que teve na perna. "Voto porque eu quero. Ninguém me obriga e vou votar até 100 anos", enfatiza. Joaquim estava esperando à abertura dos portões da Fundação Bradesco em pé, às 8h da manhã, e com aparente dor na perna.
Difícil mesmo foi encontrar alguém com 16 ou 17 anos nas filas de votação. O personagem aparecia raramente. Um deles, o estudante, 17 anos, diz que não votou influenciado por ninguém nem teve qualquer incentivo por parte da família ou escola. "Eu já tinha candidato antes de tirar o título", afirma. Vitória Araújo, estudante da mesma idade, por sua vez, votou influenciada pelos pais. "Voto no mesmo candidato que eles apóiam", declara.

voltar