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Edição Número 1.819 - Ano VII - Natal e Mossoró, Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012.
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Animais e água recolhidos no Litoral Norte de Natal serão analisados



Publicado no Dia 10/03/2010
Bárbara Abreu

Canindé Soares
Mais de mil moreias foram encontradas mortas ao longo de 15 quilometros de praias no litoral norte
As causas da mortandade de moreias e peixes, ocorrida no último fim de semana ao longo da costa norte de Natal ainda não foram esclarecidas. Especialistas da UFRN, do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da ong Oceânica, coletaram na segunda e terça-feira, material para análises em laboratório. A água do mar e os animais foram coletados em quatro dos 15 quilômetros afetados, que atingiu as praias de Pitangui, Muriú, Maracajaú, Punaú e Jacumã.

De acordo com a bióloga da ong Oceânica, Luciana Link, entre as hipóteses para a intensa mortandade estão o aumento da temperatura da água do mar ou o envenenamento por algas marinhas tóxicas. "Temos algumas suposições, mas estimamos que o laudo final deva sair dentro de uma semana, se tudo ocorrer como previsto. O aumento natural da temperatura da água é uma forte hipótese e vamos avaliar ainda se os animais apresentavam alguma patologia. Estamos trabalhando ainda com a suposição de fatores", afirma. Ela acrescentou que, na análise da água serão avaliados se os índices de nitrogênio e clorofila estavam normais.

A autopsia dos peixes é necessária para saber se havia algum tipo de parasita no local. “Analisaremos também animais que vivem no fundo do mar, para verificar se a mortandade ocorreu em outras áreas", afirma.

A única hipótese que já foi descartada é a de derramamento de petróleo devido a atividade petrolífera na região. "Como estivemos no local e não foi encontrado nenhum vestígio, é uma hipótese descartada", explica. Segundo informações da Petrobras, não houve registro de vazamento de petróleo no litoral do Rio Grande do Norte decorrente de suas atividades de Exploração e Produção nos últimos dias, que pudesse justificar a morte das moreias e peixes.

O chefe do Departamento de Oceanografia e Limnologia da UFRN, Francisco Seixas, revela que é necessário a realização de uma nova coleta dos animais. "Nas primeiras amostras colhidas, os animais estavam em avançado estado de putrefação. Não foi possível realizar a análise do material coletado. Uma equipe irá ainda essa semana ao local para encontrar animais em situação que seja possível a avaliação e não deteriorados como esses se encontravam", informa.

Animais encontrados mortos

As moreias não foram as únicas espécies encontradas mortas na praia. Em número bem menor, peixes de outras espécies, como bagres e baiacus também foram localizados. "Foram mais de mil moreias encontradas mortas, quantitativamente elas representam bem mais, quase 80% dos animais marinhos localizados sem vida", ressalta a bióloga.

Segundo a analista ambiental do Ibama, Juliana Zagaglia, o instituto não realiza análises de material, apenas recolhe, por isso solicitou o apoio da Oceânica e da universidade. A analista afirma que fenômenos semelhantes já aconteceram em outros estados da região Nordeste. "Há cerca de dois anos, Bahia e Ceará apresentaram o mesmo problema e nunca foi descoberta a causa da mortandade. Estamos averiguando e acredito que podemos descobrir a causa aqui no Estado, mas o laudo final só será divulgado mediante os avanços nas investigações. Não tem como concluir de imediato", finaliza.






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