Prefeitura do Natal
Edição Número 1.819 - Ano VII - Natal e Mossoró, Quarta-feira, 08 de Fevereiro de 2012.
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Fossa em parada de ônibus na Ulisses Caldas causa incômodo à população



Publicado no Dia 20/03/2010
Bárbara Abreu

Katarina das Vitórias
Comerciantes e pedestres reclamam do mau-cheiro insuportável
Em uma parada de ônibus na rua Ulisses Caldas, na Cidade Alta, em frente ao Shopping Popular e próximo à sede da Prefeitura de Natal, duas fossas estouraram em menos de quinze dias. A população que transita diariamente no local e os comerciantes da região reclamam que o odor está tão insuportável que na noite de ontem, quando a segunda fossa estourou por volta das 20h, as pessoas que aguardavam ônibus, tiveram que trocar de parada devido ao mau-cheiro.

Segundo os comerciantes que trabalham próximo ao local, a primeira fossa estourou há cerca de duas semanas. Durante oito dias, foram muitas as reclamações feitas à Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern) e que apenas após uma semana, a Companhia foi ao local resolver o problema.

"Foram dias de muitos transtornos. Reunimos um grupo grande de comerciantes e de profissionais que trabalham nas lojas da rua e ligávamos a toda hora. A Caern dizia que não podia fazer nada porque estavam com dois carros quebrados e havia mais de 300 reclamações de problemas de esgotos só no centro da cidade", afirma o segurança de uma loja de roupas, Gerson Bezerra.
O segurança revela que na noite de ontem a loja teve que ser fechada às pressas quando a segunda fossa estourou.

"Fiquei limpando à noite porque o mau-cheiro estava pior e a imundice era grande. Tentei limpar até onde podia para de manhã o local estar pelo menos um pouco menos sujo", relata o vendedor de balas, Damião França, ainda com uma vassoura na mão na manhã de hoje.

Usuários de ônibus

A dona de casa Francisca Evarista conta que vai ao centro da cidade toda semana e que essa é a parada mais próxima que a linha do seu ônibus passa. "Tenho que aguardar mais de 20 minutos sentindo esse mau-cheiro e correndo o risco de algum veículo passar mais apressado e jogar parte do esgoto em cima da gente. É muito desconfortável", reclama.

A saída encontrada por alguns é tentar se proteger. Winderley Guilherme, de 14 anos, que vende feijão com a avó em uma rua estreita paralela a Ulisses Caldas, diz que passa parte do dia "tapando o nariz", pois precisa trabalhar e não tem como sair do ponto. Na hora de ir embora, opta por outra parada de ônibus. Os prejuízos se refletem também nos estabelecimentos comerciais.

Os garçons de um restaurante próximo jogavam produtos de limpeza na extensão da fossa para tentar diminuir o odor, relatando que os clientes reclamam do local pensando que o mau-cheiro vem do estabelecimento. "Devido ao constante movimento fica forte o cheiro de fora no interior do restaurante e ficamos o tempo todo borrifando produtos no o ar-condicionado para tentar melhorar", revela Paulo Roberto um dos garçons do restaurante.






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