Prefeitura do Natal
Edição Número 1.822 - Ano VII - Natal e Mossoró, Sábado, 11 de Fevereiro de 2012.

Em Detroit, o Eos foi grande estrela da VW

Publicada na Edição Número 1215 - Ano IV

Quem compra um Eos leva junto algo invisível e intangível, mas de valor inestimável. O conversível é daqueles modelos que a indústria chama de "carro de imagem". Sua função é aglutinar valores como modernidade, tecnologia e estilo. São caros e feitos para nichos de mercado, comprados por alguns poucos privilegiados. Se por um lado posicionam bem as marcas que os produzem, imagine o bem que fazem aos donos. O comprador embarca nas virtudes do modelo e passa a impressão (às vezes real) de ter bom gosto, ser inteligente e original.

Como uma vitrine sobre rodas, o Eos carrega o que há de mais avançado na VW. Sua estrutura, por exemplo, materializa um tratado de construção e materiais. Para renunciar ao teto, como elemento de sustentação da estrutura, o Eos foi reforçado no piso, nas laterais e no arco do pára-brisa com um emaranhado de vigas e chapas de diferentes espessuras estrategicamente instaladas.

Para a suspensão, os engenheiros usaram a McPherson do Golf, na dianteira, e a multibraços do Passat, na traseira. "Os dois melhores eixos da linha VW atual", segundo a própria. São cinco opções de motor: quatro a gasolina e um diesel. Desde a versão mais simples (1.6 de 115 cv), todos Eos têm rodas de liga leve, bancos esportivos, volante e manoplas de câmbio e freio revestidos de couro, leds nos indicadores de direção dos retrovisores e nas lanternas traseiras, vidros elétricos e controle eletrônico de estabilidade, entre outros itens. Na top de linha (V6 de 250 cv), acrescenta-se transmissão com sistema duplo de embreagem e trocas seqüenciais, farol de xenônio, ar-condicionado inteligente (que aumenta a eficiência quando o teto está aberto) e som de alta performance da dinamarquesa Dynaudio (a mesma que equipa o Volvo C70 usado na reportagem sobre som automotivo desta edição).

O Eos é o primeiro cupê-cabriolet da Volkswagen, que ao longo de sua história já produziu mais de 1 milhão de conversíveis, derivados do Fusca, do VW Karman Ghia, do Golf e do New Beetle. O Eos vem no rastro de modelos como Touareg, Phaeton e novo Passat (reposicionado). Ele nasceu como carro-conceito, batizado de Concept-C, no Salão de Genebra de 2004, e virou realidade em 2006. Entre nós, foi apresentado no Salão de São Paulo, em outubro, e chega às lojas no segundo semestre deste ano.

A unidade mostrada é equipada com motor 2.0 FSi de 150 cv. Mas a "nossa" terá o 2.0 FSi Turbo, de 200 cv. Essa escolha foi feita depois que a VW estudou a receptividade do Eos junto ao público do Salão. É muito cedo para falar em preço oficial. Mas, como na Europa ele é vendido a 36 000 euros, pode-se estimar que desembarque nas nossas lojas com uma etiqueta de 200 000 reais pregada no pára-brisa, considerando-se câmbio, impostos e margem de lucro. O de 150 cv ficaria em 175 mil reais.

Ficha técnica

VW EOS - R$ 170 000
Isso é quanto custa a versão avaliada. A VW vai trazer outra, com 200 cv, por cerca de 200 mil reais.
Suspensão
A calibragem privilegia claramente o conforto. Mas não decepciona quem gosta de dirigir de forma mais esportiva.
Avaliação: muito bom
Ao volante
Os bancos vestem como uma calça jeans familiar e a direção precisa compensa a falta de esportividade da suspensão.
Avaliação: excelente
Carroceria
O conjunto ficou firme, o que melhora o conforto a bordo. E o mecanismo do teto parece um relógio trabalhando.
Avaliação: excelente
Motor e câmbio
Se eu pudesse
escolher, ficaria
com a versão V6
de 250 cv. Mas o motor 2.0 FSi, bem casado com o câmbio (curto) de seis marchas, mostrou-se capaz de divertir.
Avaliação: muito bom
Vejam, agora, as fotos do famoso esportivo da Volkswagen.






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