Governo manda dimuir álcool na gasolina
Publicada na Edição Número 1.370 - Ano V
O aumento do preço do etanol neste ano fez com que o uso do derivado da cana se tornasse desvantajoso na maioria dos estados brasileiros. Para tentar conter a alta e reduzir os riscos de falta de abastecimento, o governo diminuiu de 25% para 20% a concentração do álcool anidro na mistura da gasolina. A princípio, a medida foi válida até o mês de Maio, podendo ser prorrogada ou cancelada antes disso.
Para Waldemar Christofoltti, colaborador do comitê de veículos de passeio da SAE e especialista em motores, pouca coisa muda para o consumidor. "Nos tanques dos carros cabem, em média, 50 litros de combustível. Para esse total, teremos apenas 2,5 litros a mais de gasolina. Uma mudança que deve ser quase imperceptível", diz. Os motoristas mais sensíveis poderão sentir sutil melhora no consumo e pequena perda de desempenho. E não precisam se preocupar, pois os sistemas de injeção dos carros estão preparados para se adaptar à redução.
Como a média aumenta a oferta de álcool para a produção de hidratado (vendido nos postos), há uma tendência de contenção dos preços. Já o valor da gasolina não deve cair. O Sindicado do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo de São Paulo (SINCOPETRO-SP) estima um acréscimo de R$ 0,08 a R$ 0,10 por litro.

voltar