"Maldição" de Wallyson no América
Publicada na Edição Número 0612 - Ano II
George Fernandes
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O dia 29 de abril de 2007 simboliza um marco na história recente de ABC e América. Nesta data, foi disputada a decisão do Campeonato Estadual, que teve cobertura especial do jornalista Alan Oliveira, pelo Correio da Tarde. Com um time superior tecnicamente, o Alvirrubro, então representante do RN na Série A do futebol naiconal, tinha tudo para conquistar o título no estádio do rival, já que o Machadão passava por reformas, justamente para o Brasileirão.
Souza e Cia., no entanto, foram surpreendidos por um garoto de apenas 18 anos. Surgia ali o novo xodó da Frasqueira e o maior carrasco do América na história recente do clássico potiguar. Depois de um empate em 1 a 1 no jogo de idade, Wallyson sobrou na segunda partida e marcando quatro gols na goleada de 5 a 2 para o ABC.
O título de campeão estadual era o combustível que o time do técnico Ferdinando Teixeira precisava para iniciar a vitoriosa campanha na Série C do Brasileiro. Por outro lado, a inesperada derrota, apesar de tratar-se de um clássico, derrubou o planejamento traçado pela diretoria americana e o técnico Estevam Soares, que pediu demisão ainda no vestiário, depois da decisão.
O mais pessimista torcedor rubro jamais imaginou que àquela goleada histórica sofrida no Estadual simbolizaria o início de uma crise, que fez "aniversário" no último dia 29. A "maldição" de Wallyson desarticulou o planejamento rubro para o restante da temporada. Ainda em 2007, o time rubro, que abusou na contratação de jogadores e técnicos, no mesmo ritmo em que os demitia, sofreu com a pífia campanha na Série A do Brasileirão, inclusive, sendo alvo de chacotas nacionais. Foi a pior participação de um clube na ‘Era dos pontos corridos".
Como se não bastasse, o time ainda perdeu o título da Copa RN e a vaga na Copa do Brasil deste ano para o Baraúnas, de Paulo Rangel, que não conseguiu a mesma performance no próprio América ao ser contratado para o Estadual 2008. No início deste ano, um grupo de quatro abnegados conselheiros assumiu o comando do futebol do clube com o objetivo de passar uma borracha no passado maldito. Mas, os esforços foram em vão. O time voltou a decepcionar e sequer chegou às finais, mesmo depois de voltar à disputa via tapetão. E neste período - 12 meses - já passaram seis técnicos. O clube, agora, se renova para a Série B do Brasileiro.

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